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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Declaração de voto do Bloco de Esquerda Assembleia Municipal de 3 de setembro 2014


Declaração de voto do Bloco de Esquerda
Assembleia Municipal de 3 de setembro 2014


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As posições do BE sobre a existência de empresas municipais são amplamente conhecidas: na convicção de que a criação das empresas municipais serviu para evitar procedimentos normais e legítimos da administração pública e permitir “engenharias financeiras”, quando não a satisfação de clientelas locais ligadas aos poderes instalados, consideramos que as funções atribuídas às empresas municipais são da competência dos municípios e devem ser exercidas por eles. 

Quanto à empresa municipal Turrisespaços, sempre fomos muito críticos sobre a sua gestão, baseados na análise detalhada dos documentos contabilísticos e relatórios de execução financeira, e sempre afirmámos que o seu futuro deveria passar pela internalização dos respectivos serviços e dos seus trabalhadores.

Contudo, quando o assunto emergiu para actualidade mais recente, por via das primeiras dúvidas do Tribunal de Contas, tentámos propor uma solução política negociada para o futuro dos sectores abrangidos pela EM. Na câmara municipal, fizemos a seguinte proposta liminarmente recusada pela maioria socialista:
Dissolução da Turrisespaços na sua configuração actual, internalização das atribuições e dos trabalhadores da área do desporto nos serviços municipais e manutenção da empresa municipal do teatro Virgínia, na sua concepção inicial, redimensionada para o contexto presente;

Não seria difícil imaginar, entretanto, o resultado do pedido de visto prévio para o contrato programa de 2014 e para o alegado contrato de prestação de serviço do PAPAF, solicitados pela câmara municipal. Por isso, fomos claros quando foi conhecida a decisão da recusa do visto, ainda em Junho: a mais que provável dissolução da Turrisespaços não podia colocar em causa a programação do Teatro Virgínia, as actividades culturais e desportivas e todos os trabalhadores deviam ser integrados na câmara municipal – dissemos mais uma vez.

Tratava-se pois, sem demoras, alertámos na altura, de iniciar o processo de internalização da Turrisespaços nos serviços da câmara municipal, assumindo-se uma atitude proactiva e não meramente reactiva. Mostrámos que era possível, no quadro jurídico existente, salvaguardar os postos de trabalho e demos exemplos de autarquias que assim tinham procedido. A maioria socialista decidiu seguir outro caminho, recorde-se, e todo o processo e relacionamento com o Tribunal de Contas foi sendo feito sem o conhecimento da vereação. 

Mais uma vez, a maioria ignorou o sentido claro da posição do TC e enveredou por uma via inacreditável: apelar ao TC a “compreensão” pelo “papel social” e os alegados méritos da EM e acenar com um futuro financeiro risonho, esquecendo que uma entidade como o TC não pode deter-se em frivolidades, mas apenas verificar o cumprimento da lei. A resposta, como se sabe, foi arrasadora e confrangedora para a câmara municipal, que, de permeio, ainda gastou mais de seis mil euros em consultas e estudos de nula eficácia e nenhuma utilidade.

Resumindo, foi um processo lamentável em que não faltaram manobras que conduziram a uma situação de tensão entre trabalhadores do município e da EM, levados estes a defender inacreditáveis “teses” sobre o serviço público e a motivação para o trabalho que ajudaram a descredibilizar a EM, os seus dirigentes e todos quantos acabaram envolvidos na referida situação.

Se as actividades da Turrisespaços, nomeadamente a programação cultural do Teatro Virgínia, que é o que de singular existe, constituíam uma aposta convicta da maioria socialista, há agora todas as condições para pôr à prova a sinceridade dessa convicção: em sede de orçamento municipal, a programação do teatro Virgínia para 2015 deverá contar com uma dotação financeira pelo menos igual à do ano corrente.

Hoje, votaremos favoravelmente a proposta de extinção da Turrisespaços vinda da câmara municipal (recordamos que é a maioria socialista do executivo municipal que é obrigada a propor a extinção da empresa municipal, não é a oposição, e é preciso que isto fique suficientemente claro), e daremos o nosso acordo, na generalidade, às propostas daí decorrentes. Em cada momento, e falamos da aprovação posterior de medidas tendentes à execução do plano de internalização, nomeadamente a reorganização dos serviços municipais, daremos as nossas opiniões e, mais uma vez, de forma construtiva, tentaremos colaborar, no executivo municipal, numa perspectiva de consenso político alargado.

O grupo do BE na Assembleia Municipal de Torres Novas, 3 de Setembro de 2014

domingo, 29 de junho de 2014

ASSEMBLEIA MUNICIPAL 24 de junho 2014 - POSIÇÃO DO BE RELATIVAMENTE À SITUAÇÃO DA TURRISESPAÇOS


 
 
 
POSIÇÃO DO BE RELATIVAMENTE À SITUAÇÃO DA TURRISESPAÇOS

A Câmara Municipal de Torres Novas foi confrontada com o ultimato emitido pela recente decisão do Tribunal de Contas relativo à empresa municipal “Turrisespaços”. Esta decisão recusa a atribuição do “visto prévio” ao contrato programa celebrado entre o município de Torres Novas e esta empresa municipal para o ano de 2014. Consequentemente, recomenda este tribunal que o Município delibere no sentido da dissolução da empresa. Foi um longo processo norteado por alguma opacidade e tibieza no que respeita à capacidade de encarar e acautelar o seu desfecho mais do que previsível.

Reiteradamente, em sede de Assembleia Municipal, a posição do Bloco de Esquerda relativa à “Turrisespaços” foi avocada com coerência e transparência inequívocas. Sempre advogámos a internalização da empresa como a melhor solução, porquanto as suas competências são perfeitamente passíveis de ser assumidas pela Câmara Municipal sem beliscar a qualidade dos serviços prestados. Esta posição sempre contemplou a salvaguarda da autonomia da programação do Teatro Virgínia.

Agora, perante o ultimato do Tribunal de Contas, o Bloco de Esquerda vem novamente, de forma pública e inequívoca, reiterar a necessidade da internalização dos serviços, situação incontornável face à decisão superiormente emitida.

O Bloco de Esquerda vem ainda sustentar que todos os trabalhadores da “Turrisespaços”, ao abrigo da legislação vigente, sejam integrados nos serviços do Município, que deve assegurar a totalidade dos postos de trabalho.

Por fim, defende que se deve garantir a qualidade da programação do Teatro Virgínia, mantendo-a como referência cultural da região.

 

Torres Novas, 25 de junho de 2014

Os membros da Assembleia Municipal do BE

João Carlos Lopes

António Gomes

Lia Ribeiro



 









quarta-feira, 4 de junho de 2014

Assembleia Municipal de Torres Novas - Hospital de Torres Novas - portaria 82/2014

 

 
 
Ontem dia 3, reuniu a Assembleia Municipal de Torres Novas para debater a prestação de cuidados de saúde no Médio tejo.
 
A assembleia condenou por unanimidade a politica do governo para a saúde, nomeadamente a portaria 82/2014, que pretende concentrar valências e serviços condenando os trabalhadores dos hospitais a grandes deslocações e a verem os seus postos de trabalho em risco. Condenando igualmente a população a menos acesso à saúde porque os serviços vão ficar mais longe, agravado com a falta de transportes públicos e sem condições económicas.
 
É um rude golpe no serviço nacional de saúde, é a politica do que quem quer saúde paga-a.
A assembleia aprovou um conjunto de propostas dos vários partidos para fazer face a esta ofensiva e obrigar o governo a recuar.
Em anexo a proposta apresentada pelo BE que foi igualmente aprovada por unanimidade e que esperamos agora que os órgãos executivos deem seguimento ao que ficou aprovado.
Esta portaria não pode passar.
 

 
 

 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Parque Almonda - recomendação do BE de Torres Novas na Ass.Mun. 28 abril



Em decisão anterior, esta assembleia já reconheceu o Parque Almonda como um equipamento fundamental para o ordenamento do trânsito, para o apoio ao comércio local, aos moradores do centro da cidade e a quem nos visita. Reconheceu, também, o seu papel potencial na actividade económica urbana.
 
Numa altura em que a reabilitação urbana parece querer ganhar novo alento, possuir um instrumento tão importante para ajudar nesse objectivo e não poder tirar proveito dele, será um paradoxo inaceitável.
 
A gestão privada do Parque Almonda não pode constituir um entrave ao desenvolvimento da cidade e do concelho de Torres Novas. O Parque Almonda deve ser entendido pelo gestor privado, autarquia e utilizadores, como um equipamento público.
 
O tarifário praticado, elevadíssimo, propicia muitas vezes o estacionamento inadequado na periferia do parque. Funciona como entrave a uma maior utilização do mesmo e deve, por isso, ser alvo de reavaliação.
 
A Assembleia Municipal de Torres Novas, reunida a 28 de Abril de 2014, delibera:
 
Lamentar a atitude de intransigência do gestor do Parque Almonda;
Em nome do interesse público, apelar aos responsáveis pela gestão do parque para que adoptem uma atitude de diálogo e de negociação com vista à revisão do actual tarifário.
 
Bem assim, apelar igualmente à câmara municipal para que diligencie por forma a encontrar um parceiro dialogante e aberto ao reconhecimento do interesse público deste equipamento urbano.
 
O grupo do Bloco de Esquerda 
na Assembleia Municipal de Torres Novas, 28 de Abril de 2014

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Intervenções de António Gomes e Lia Ribeiro na ASSEMBLEIA MUNICIPAL de 25 fev





Moção apresentada pelo BE de Torres Novas na Assembleia Municipal de 25 Fevereiro


 

 

 

 

 

MOÇÃO

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Em sessão de Assembleia Municipal de 30 de abril de 2013, o Bloco de Esquerda apresentou uma moção que alertava para o estado da ponte da Ribeira da Boa Água na estrada nacional 349, junto ao Nicho de Riachos.

Nesse documento, foram denunciadas as condições precárias da ponte no que respeita à segurança para a circulação de veículos e pessoas que ali se cruzam com frequência. A insegurança era então atribuída à reduzida dimensão da ponte em largura, ao seu estado de degradação e ao elevado número de veículos que ali circulam, em virtude do fluxo de trânsito que se transferiu da A23 para a estrada nacional 349, após a implementação das portagens.

Perante esta situação assaz preocupante, em virtude do elevado risco de acidente que representa, a Assembleia Municipal decidiu então, por unanimidade, recomendar à Câmara Municipal que devia seguir uma política de prevenção, executando obras que salvaguardassem a segurança das pessoas.

Ora, volvido quase um ano, não só a Câmara Municipal não executou qualquer obra, como a perigosidade da circulação de pessoas e veículos na ponte se agravou.

Aumentou o número de veículos que por ali circulam, sobretudo veículos pesados. A excessiva pluviosidade deste inverno fez abrir buracos que obrigam a que as viaturas se desviem para o centro da ponte. E os peões viram agravadas as suas condições de passagem.

Mesmo que a intervenção mais profunda na ponte da Ribeira da Boa Água seja integrada, a médio prazo, numa obra de maior dimensão, urge zelar, no imediato, pela segurança das pessoas que ali transitam. Tendo em conta este objetivo, basta que seja colocada lateralmente uma estrutura metálica de tipo militar, ou uma estrutura de madeira tratada, bastante durável, como se vê frequentemente em situações similares. Uma solução que, temporariamente, proporcione condições mínimas para a passagem em segurança dos peões.

Desde a referida Assembleia Municipal, todos os partidos nela representados, incluindo a maioria socialista, ficaram vinculados à urgência e à necessidade de resolução deste problema.

O Bloco de Esquerda vem recomendar a esta Assembleia que a Câmara Municipal cumpra a execução das obras a que então se comprometeu, tendo em conta que a segurança dos cidadãos é um direito fundamental constitucionalmente consagrado.

A Assembleia Municipal reunida no dia 25 de fevereiro decide reiterar a decisão de 30 abril de 2013 para uma intervenção de urgência, por parte da Câmara Municipal.

 

Torres Novas, 25 de fevereiro de 2014

 

Os membros da Assembleia Municipal do BE

João Carlos Lopes, António Gomes e Lia Ribeiro