quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Moção: portagens na A23

A introdução de portagens na A23, veio contribuir para mais desemprego, mais falências das empresas, mais custos para as autarquias, menos qualidade de vida para as pessoas. PSD e CDS dizendo uma coisa nas autarquias, fizeram outra no Governo, introduziram as portagens onde tinham dito que eram contra. Agora é chegada altura de mostrar cartão vermelho a estes partidos. Depois, bem depois, não vale a pena queixarem-se. Bloco de Esquerda também aqui esteve atento às dificuldades das pessoas e da economia.


MOÇÃO
Esta Assembleia Municipal já por diversas vezes discutiu e aprovou várias propostas contra as portagens na A23. Também a Assembleia da Republica discutiu recentemente, por iniciativa do BE esta temática, mas aqui tem tido sempre a oposição dos partidos do Governo, que próximos dos problemas têm uma posição e no local da decisão têm outra.
Este Governo do PSD/CDS, parece não estar ainda satisfeito com o grau de destruição do emprego e da economia que as suas políticas têm vindo a criar, a política da austeridade vai continuar como é exemplo a intenção de portajar todos os troços da A23.
Assim, considerando que:
1.     A introdução de portagens da A23 suscitou desde a primeira hora a justa indignação e discórdia das populações, pela significativa penalização que representam para quem regularmente necessita de a utilizar, sejam cidadãos individuais ou pequenas e médias empresas, nela circulando por necessidades pessoais ou por inerência da sua atividade empresarial;
2.     Estas portagens vieram agravar a situação das zonas do interior do país, em que nos situamos, contribuindo para potenciar os efeitos do desemprego e da crise económica e social;
3.     O resultado prático desta ação, para além do aumento de encargos para as famílias e as empresas, foi uma drástica redução de trafego na A23 e na sua transferência para as estradas nacionais e municipais, com a consequente ruína física, cujo efeito imediato se traduz no aumento da insegurança rodoviária e dos encargos das autarquias;
4.     A existência de troços não portajados, como o troço Torres Novas/Entroncamento, tem servido para atenuar os constrangimentos criados pela existência de portagens, as quais, nestes casos, seriam inadmissíveis, dada as necessidades constantes de circulação de veículos entre as respetivas localidades e a sua proximidade geográfica;
5.     Sucede que começaram a ser colocados novos pórticos nos acessos à A23 de Torres Novas e do Entroncamento e, ao que a comunicação social nacional fez eco, serão colocados em todos os acessos e saídas da A23, contrariando a informação prestada à imprensa regional, de que se destinariam apenas ao “controlo de tráfego”;
A Assembleia Municipal reunida em sessão ordinária em 28/06/13, decide:
1.     Exigir ao governo e à Estradas de Portugal (EP) esclarecimentos relativamente às verdadeiras intenções do presente processo;
2.     Repudiar a introdução de novas portagens na A23, as quais mais não seriam do que um agravamento inadmissível de encargos para as famílias e as empresas da nossa região.
3.     Aprovar esta deliberação e proceder ao seu envio a Suas Excelências a Presidente da Assembleia da República, o Primeiro-Ministro; o Ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, ao Secretário de Estado dos Transportes, aos líderes dos Grupos Parlamentares representados na Assembleia da República, à Comissão de Obras Públicas da Assembleia da República, à ANMP e à ANAFRE e à Estradas de Portugal.

Torres Novas 28 de junho de 2013
Os autarcas do BE na Assembleia Municipal  

Antonio Gomes

Joaquim Madeira

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Posição do BE, na Assembleia municipal, acerca das contas da CM do ano 2012

Prestação de contas 2012





A conjuntura política e económica, que vivemos e, que já se arrasta desde 2008, e que não tem fim à vista, marca sem dúvida as contas do município relativas a 2012 e que aqui estamos a analisar.
Por via das políticas do atual governo e da troika, vivemos tempos de sobressalto, de angústia, de incerteza, de desânimo, de dificuldades tamanhas, de «desesperança», mas também de revolta, de luta, de resistência, de combate. E assim vai continuar a acontecer enquanto este governo não deixar de o ser.
A economia está de rastos, o desemprego não para de crescer, os rendimentos dos que trabalham e dos pensionistas não param de minguar. A pobreza cerca-nos, o país ajoelha-se aos credores, o governo recusa-se a olhar para o lado, traçaram aquele caminho e, teimosamente, perseguem-no.
Paradoxalmente, a família Soares dos Santos, vulgo pingo doce, arrecada, este mês, qualquer coisa como 100 milhões de euros, só de dividendos, anunciam os jornais.
Esta política retirou, este ano, aos trabalhadores da Câmara Municipal, mais de 1 milhão de euros, dinheiro roubado aos trabalhadores, dinheiro roubado à economia local.

Esta política tem consequências nas contas das autarquias, nas receitas que são menores, na despesa que é maior.

Nesta conjuntura, como é que o PS governou a CM do nosso município?
Vejamos o que parece ao BE a parte mais visível e com maiores consequências na gestão autárquica e, por conseguinte, nos munícipes.

A dívida de curto prazo.

De 2009 até 2012, a dívida de curto prazo aumentou mais de 100%, mais de 9 milhões e só em 2012 aumentou 1 milhão de euros, ultrapassando os 6%.
Devemos todos lembrar-nos que em 2009 recebeu a CM financiamento muito bonificado, através do PREDE, com o objetivo de colocar as contas em dia.

Todos sabemos o que é a dívida de curto prazo. É a dívida àqueles que financiam a atividade quotidiana do Município. Sem eles a Câmara fechava as portas.

É esta cegueira política da maioria em não querer ver o óbvio, que tem colocado muitas empresas, muitas pessoas, muitas instituições à beira de um ataque de nervos. Quantas famílias é que se encontram à espera que a CM pague o que deve?

Entrevista de HELENA PINTO, candidata do Bloco de Esquerda de Torres Novas, na Torres Novas FM.


Intervenção de João Luz, pela candidatura a Riachos


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Discurso da candidatura a Assentis na grande festa comício de 14 de setembro



Chamo-me Maria do Céu Dias e sou professora, exercendo o cargo de professora bibliotecária há 10 anos.

Sou natural da freguesia de Assentis e resido na minha aldeia-natal, Moreiras Pequenas. Tenho ligações familiares a Fungalvaz, Charruada, Carvalhal do Pombo e Casal da Pena.

Estas são cinco aldeias de um conjunto de dezassete lugares que compõem a freguesia do extremo norte do concelho. Assentis é a terceira maior freguesia em área e a quarta no que respeita ao número de habitantes que, em números redondos, atinge o valor de 3 000.

Face à conjuntura política atual e social que estamos a viver, senti que este é o momento em que os cidadãos comuns, preocupados com o curso dos acontecimentos, devem procurar integrar-se em projetos que lhes permitam formar contracorrentes, mesmo que de pequeno caudal, na esperança de que estas vão confluindo e engrossando para que progressivamente o país volte, de novo, a ser pensado em função do nosso valor individual e coletivo. A minha candidatura à freguesia de Assentis constitui assim um exercício de cidadania, através do qual pretendo dar corpo ao projeto do Bloco de Esquerda.

Em conjunto com os autarcas que forem eleitos, espero contribuir para a resolução de problemas que são comuns a outras freguesias e atender, de forma inovadora, às necessidades específicas da freguesia de Assentis.

Com o programa para Assentis, pretendemos lançar as bases de um projeto promotor do desenvolvimento local, que conjugue as ações de estruturas públicas e privadas, da nossa e de outras freguesias, assente em três áreas: cultura, desenvolvimento turístico, desporto e lazer.

Seremos porta-vozes dos interesses e necessidades da freguesia, do que destacamos a expansão da rede de saneamento e a tomada de medidas de planeamento ao nível do PDM.

Assumimos também as atribuições próprias da junta no respeitante à acessibilidade e sinalização viária, gestão de equipamentos e ao apoio/ colaboração com as coletividades e instituições de ação social.

Procuraremos pois corrigir assimetrias e valorizar a ação local como base para o desenvolvimento, em articulação com outros parceiros.

É ainda nossa preocupação, divulgar as medidas tomadas e recolher a opinião dos cidadãos com o objetivo de avaliarmos e melhorarmos o nosso trabalho.


Maria do Céu Dias, 14 de setembro de 2013

Discurso da candidatura à União das Freguesias de Brogueira, Parceiros de Igreja e Alcorochel na grande festa comício de 14 de setembro



Boa noite, a todos e a todas

Chamo-me Otília, sou de Alcorochel e estou aqui hoje a falar-vos na qualidade de candidata a Presidente da União das Freguesias de Brogueira, Parceiros de Igreja e Alcorochel e também na qualidade de cidadã comum desta autarquia, que resolveu assumir de uma forma activa e interventiva uma responsabilidade cívica e social, que sendo um direito de cada um, é um dever de todos.

Não pertenço a nenhum partido político, mas integro esta candidatura pelo Bloco de Esquerda, pois identifico-me com as suas convicções e revejo-me nas suas propostas e nas suas causas.

A que outras forças políticas me poderia associar? A nenhuma das outras, a não ser que tivesse acordado de um estado de coma prolongado e não me tivesse apercebido do que se tem passado, no país e neste concelho nas últimas décadas.

Estou no Bloco de esquerda sim, como independente, possuo no seio desta força politica total liberdade de manifestar opiniões próprias, de colaborar de forma positiva, critica e construtiva, e que apesar da minha inexperiência e até ingenuidade nesta matéria, tenho o sentimento de que sou valorizada e tenho uma voz. Com algumas posições concordo, com outras poderei não concordar tanto, mas também não concordo em tudo com o Próprio Deus e não é por isso que não O deixo estar presente na minha vida.

Não pretendo aqui fazer um discurso de retórica e de falar o que é politicamente correcto e conveniente, porque disto já andamos todos fartos. Quero precisamente o contrário, falo-vos o que me vai na alma e talvez de forma politicamente incorrecta, pois é nesta dimensão que cabem as verdades, a transparência e a sinceridade.
E falando-vos do que me vai na alma, quero partilhar convosco este sentimento de alguma revolta e até de apreensão de como vejo fazer-se politica e do que alguns partidos são obrigados a dizer para ludibriarem os eleitores. Comunicam slogans, que tenho as minhas dúvidas se eles próprios acreditam no que pretendem transmitir e defendem.

Ontem à noite passava por alguns locais de Torres Novas, estando atenta e vendo com olhos de quem quer perceber a mensagem transmitida pelos ditos slogans, vi a hipocrisia e a ironia subjacentes.
Ora vejamos: “Sempre Consigo”. As pessoas já se aperceberam que estiveram sim, talvez nos bons momentos, porque em 20 anos também se fizeram coisas boas, e aqui naturalmente todos querem estar presentes, porque todos gostam de levar louros para casa. E nós perguntamos: Onde e com quem estiveram nos maus momentos, o que fizeram? O que defenderam? Não sabemos…, porque se estivessem presentes, teríamos dado por isso.

As pessoas também já perceberam que “O Somos o Futuro”, só pode ser ironia. Avaliando pelo presente, o futuro será mais do mesmo ou ainda pior, ou seja mais desigualdades económicas, mais injustiças sociais, mais pobreza, mais impostos, mais falências, etc…

“O Concelho Vai Ganhar”. Não sei se já se aperceberam, mas é precisamente o contrário. O concelho já perdeu pelo menos 7 freguesias de um conjunto de 17. Assim como perdemos também o direito de nos prenunciarmos sobre um assunto que diz respeito a todos nós enquanto cidadãos e habitantes destas freguesias, e que temos toda a legitimidade de escolher o que achamos melhor, para nós e para as nossas terras.

Enfim, considero que estas expressões bonitas, cujo objectivo é vincar uma ideia e um propósito, constituem um verdadeiro atentado à inteligência, ao discernimento e à capacidade de análise dos cidadãos e cidadãs. As pessoas não são ignorantes e tolinhas e já sabem o que não querem.
E por fim, as pessoas já se aperceberam que a “coragem para mudar” da equipa do Bloco de Esquerda, é real, efectivo e já começou a surtir efeitos, as pessoas já se aperceberam que a nossa abordagem é diferente, a nossa política no sentido genuíno da palavra é uma política focada nas pessoas e para as pessoas.

Estando-nos a aproximar do momento de fazermos opções, é importante que o façamos de uma forma consciente e acima de tudo de uma forma coerente com as nossas expectativas e com os nossos anseios. Não podemos esquecer o passado e ignorar o presente. No dia 29 de Setembro temos a responsabilidade de escolher o futuro que queremos para nós e para os nossos filhos.

Muito obrigada por me ouvirem, continuação de boa noite.

Torres Novas, 14 de Setembro de 2013
Otília Santos

Um grande comício, uma grande festa







Ao longo da noite do dia 14 de setembro, intervieram os cabeças de lista às assembleias de freguesia, à assembleia municipal e à Câmara Municipal de Torres Novas. Depreende-se dos discursos e das atitudes demonstradas um denominador comum: a ação política destes candidatos visa unicamente resolver, de forma objetiva e concreta, os problemas do concelho nos vários planos da gestão municipal. Este posicionamento revela, em si mesmo, a determinação em cortar com um modelo de governação, caído em descrédito, cujas consequências pesam a todos, e encetar um novo rumo, pautado pelos valores da cidadania. Prova disto é o facto de, por um lado, 85% dos candidatos do BE serem independentes e, por outro, a equipa estar a desenvolver uma campanha marcada pela reflexão, pesquisa no terreno, empenho e criatividade. Trata-se de uma equipa que tudo faz, procurando contornar um orçamento de campanha comparativamente magro, para fazer chegar a sua mensagem ao eleitorado. Um eleitorado formado antes de mais por cidadãos, junto do qual pode afirmar: com o nosso exemplo, todos juntos vamos ter a coragem para mudar.