quinta-feira, 26 de junho de 2014

Reunião de Câmara 3 de Junho de 2014 - Helena Pinto


 
Reunião de Câmara 3 de Junho de 2014 
 
Período Antes da Ordem do Dia

 


 
A Vereadora do Bloco de Esquerda, Helena Pinto, no Período Antes da Ordem do Dia, voltou a colocar a necessidade urgente de realizar alterações na via pública, na Avenida Sá Carneiro, junto a uma loja de comércio de materiais destinados a pessoas portadoras de deficiência, de modo a permitir que quem se desloca em cadeira de rodas possa ter acesso à referida loja.
 
É absolutamente caricato que existam barreiras físicas na via publica que impedem o acesso em cadeira de rodas, exatamente num local onde se comercializa produtos destinados a pessoas portadoras de deficiência.
 
A Vereadora do Bloco de Esquerda
Helena Pinto

quinta-feira, 19 de junho de 2014

terça-feira, 17 de junho de 2014

Crónica de António Gomes: Os “eu não voto”


 
Os “eu não voto”

Ainda a expressão da vontade popular do passado dia 25 de maio, eleições europeias.

Sobre os resultados dos vencedores e dos vencidos não há muito mais a dizer, mas sobre o querer dos mais de 6 milhões (70%) que não foram expressar a sua vontade nas várias alternativas, muito ainda se vai dizer e escrever.

A democracia pressupõe a eleição dos representantes do povo, ora essa eleição foi feita à custa de 30% de resistentes que não abdicaram do seu direito de escolha.

E que escolha fizeram os 6 milhões de abstencionistas? Penso que esta larga maioria também escolheu. Se retirarmos 20 ou 30% de abstencionistas crónicos, incluindo aqui a inflação dos cadernos eleitorais, ficamos com 40 ou 50 % de potenciais eleitores ativos, que já votaram, que se questionam sobre o destino que querem dar ao seu voto, que se interrogam e não encontram caminho, estes e estas portuguesas deviam tirar o sono a muita gente, é aqui que a reflexão deve cair.

Muitos quiseram castigar o atual governo da direita, que tanta malfeitoria tem feito, mas não encontraram alternativa e esse é um recado que deve ser entendido principalmente pelas oposições.

Outros, muitos, têm sido confrontados com um ataque ideológico sem precedentes, sobretudo nos últimos anos, contra a política, contra os políticos, colocando-os a todos no mesmo patamar, encobrindo dessa forma os verdadeiros responsáveis pela situação a que chegou o País.  É o populismo no seu melhor.

A esta ofensiva junta-se outra, não menos ardilosa: colocar trabalhadores do privado contra trabalhadores do público, pensionistas contra trabalhadores do ativo, novos contra velhos, pobres contra “muito pobres”, empregados contra desempregados… Nivelar por baixo os salários, as pensões, os subsídios de desemprego, nivelar por baixo os direitos, a prestação de cuidados de saúde, nivelar por baixo as aspirações num futuro melhor.

Tem sido assim e, diga-se, com muito êxito por parte dos ideólogos do neoliberalismo. A malta está nessa onda e o governo é só cavalgá-la. Enquanto isto os BPNs, os BPPs, as PPPs não têm fim à vista, as fortunas crescem e a malta parece não ver isso. Daqui a não votar é só um passo, pequenino.

Este é o caldo onde 4 a 5 milhões de eleitores/as estão metidos e que teve expressão nas últimas eleições europeias, são os “não voto”, mas eles andam ai e merecem ter toda a atenção.

António Gomes

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Intervenção da Vereadora Helena Pinto - Reunião de Câmara Municipal 3 Junho -

 
 


Reunião de Câmara Municipal

3 de Junho de 2014

Pública

Período Antes da Ordem do Dia:

Assuntos colocados pela Vereadora do BE:

1 – No dia 24 de Maio ocorreu um incêndio no centro de Torres Novas. Qual é a apreciação dos serviços de Proteção Civil e que acompanhamento foi dado à situação?

Este incêndio torna a colocar na ordem do dia a necessidade de se tomarem medidas contra a degradação do centro da cidade.

2 – A Câmara Municipal publicou um Edital para “Convite para a apresentação de soluções no contexto de pré-consulta ao mercado para projetos de produção elétrica, no concelho de Torres Novas”, cujo prazo terminou no passado dia 9 de Maio. Qual o resultado desta consulta?

3 – Situação da casa em ruínas junto à Praça do Peixe e, nomeadamente, para a necessidade de tentar recuperar os azulejos. Falei da experiência do Porto sobre o “Banco de materiais”.

4 - Centro Escolar da Meia Via – necessidade urgente de ser colocada uma vedação junto ao campo de jogos para proteção das crianças de intervenção simples e urgente.

5 – Pedido de informações sobre a reunião do Conselho Consultivo CHMT, onde o Presidente tem assento.

6 – Resitejo – perguntei em que ponto estava a questão da alteração aos estatutos da Resitejo.

7 - Feira Medieval – acesso à Praça. O acesso à Praça 5 de outubro durante o período da feira medieval terá que ser muito bem gerido, com sensibilidade, flexibilidade e muito bom senso, pois não se pode impedir os/as munícipes de terem acesso à Praça em caso de necessidade. O desempenho da empresa de segurança que não deve, sob nenhum pretexto, ultrapassar as suas funções.

8 – Proposta sobre o Orçamento 2015, com solicitação de agendamento de um ponto. 
 
 


Assembleia Municipal de Torres Novas - Hospital de Torres Novas - portaria 82/2014

 

 
 
Ontem dia 3, reuniu a Assembleia Municipal de Torres Novas para debater a prestação de cuidados de saúde no Médio tejo.
 
A assembleia condenou por unanimidade a politica do governo para a saúde, nomeadamente a portaria 82/2014, que pretende concentrar valências e serviços condenando os trabalhadores dos hospitais a grandes deslocações e a verem os seus postos de trabalho em risco. Condenando igualmente a população a menos acesso à saúde porque os serviços vão ficar mais longe, agravado com a falta de transportes públicos e sem condições económicas.
 
É um rude golpe no serviço nacional de saúde, é a politica do que quem quer saúde paga-a.
A assembleia aprovou um conjunto de propostas dos vários partidos para fazer face a esta ofensiva e obrigar o governo a recuar.
Em anexo a proposta apresentada pelo BE que foi igualmente aprovada por unanimidade e que esperamos agora que os órgãos executivos deem seguimento ao que ficou aprovado.
Esta portaria não pode passar.
 

 
 

 

sábado, 31 de maio de 2014

Crónica António Gomes: O Hospital e a nossa saúde

 

 
 
 
O Hospital e a nossa saúde
 
 
 
 
 
Não vem ao caso falar sobre o ordenamento do território, a planificação dos investimentos de acordo com os interesses da população e do País, mas é sempre bom recordar porque esta história é recente, que foi a ausência de políticas estruturantes e o populismo eleitoral de PSD/PS que determinaram a construção de três hospitais num território que justificava apenas um, onde a concentração de meios técnicos e humanos daria outro nível, outra qualidade muito superior ao que temos hoje, desde que situado geograficamente a contendo de todos. Mas essa historia já lá vai, apesar de ser importante não esquecê-la.
Veio agora o governo a mando da Troika, é o que dizem, mandar afundar ainda mais a prestação de cuidados médicos à população. Concentrar serviços, concentrar valências, que o mesmo é dizer colocar a saúde das pessoas dependente de grandes deslocações. Quem puder vá, quem não puder aguente-se.
A maternidade em Santarém e Abrantes não pode ser, alguém tem de perdê-la, a cardiologia em Torres Novas e Santarém não pode, ou fica num lado ou no outro, ou quem sabe em Lisboa e assim por ai adiante, só os hospitais ditos centrais, nas grandes metrópoles vão concentrar a maioria das especialidades, é o esvaziamento do CHMT, é a saúde lá longe. A Portaria 82/2014 vem alterar profundamente a organização do SNS a nível nacional e terá impacto no nosso Centro Hospitalar e em todo o distrito. Retalhar o SNS, concentrando as especialidades médicas em alguns hospitais e reduzir o acesso das populações é o objetivo. Os privados (e são muitos) espreitam a oportunidade…
 
 
 
Esta é a política do Governo para a Saúde. Entra-nos em casa e atinge onde mais nos dói.
Se dói temos que ir ao médico e para isso precisamos do nosso Hospital!
É preciso enfrentar e confrontar esta política, é preciso participar e não fingir que é assunto para o vizinho do lado.

Antonio Gomes

domingo, 18 de maio de 2014

Crónica António Gomes - Parque de estacionamento Almonda - II


Parque de estacionamento Almonda -  II

 

Volto ao tema porque os novos factos assim o determinam.

O parque de estacionamento Almonda não é um qualquer equipamento que possamos esquecer ou o debate sobre a sua utilidade possa continuar adiado. Antes pelo contrário, é um equipamento estruturante para a cidade e até para o concelho. Ninguém, nenhuma força politica ou social, nenhuma autarquia preocupada com a degradação das economias locais, com o desemprego, com a imagem que o estacionamento desordenado deixa, com a existência de um equipamento que deveria ser utilizado e que se encontra às moscas, pode andar descansada, despreocupada, deixar correr o tempo como se o tempo fosse uma parcela a zero, à espera de um milagre que resolva a coisa enquanto assobia para o lado.

Não, o parque de estacionamento é coisa séria e deve merecer toda a atenção, toda a responsabilidade. É assunto de 1ª preocupação e tem de ter resolução quanto antes, aliás, antes que seja tarde, antes que os sinos toquem a fogo.

Porque fogem do debate, do esclarecimento, da responsabilidade, do dever de informação, aqueles que têm o poder executivo e aqueles que aprovaram o contrato de construção e de exploração/concessão? Porquê? A opinião pública, os munícipes têm o direito a saber o que se passa com aquele empreendimento, têm o direito de serem informados sobre a PPP local.

Porque recusou, de forma liminar, a Assembleia Municipal, principal órgão fiscalizador e deliberativo da nossa autarquia a oportunidade de debate, de contraditório, de esclarecimento?

Há uma cidade, um concelho, o comércio local e de proximidade, um mercado, uma reabilitação urbana que urge, toda uma atividade social e lúdica à espera, à espera.

E quem espera, desespera.

 

Antonio Gomes