sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Intervenção da Teresina Paz na Assembleia Municipal 12/11/2014





Antes de formalizar a nossa decisão relativamente à proposta para delimitação da área de reabilitação urbana, gostaríamos de tecer algumas considerações.

No decurso das duas últimas décadas, muitos foram os planos/ programas/projetos aprovados e aplicados, mas, infelizmente, os prolemas de desertificação e degradação do centro histórico persistiram, tendo mesmo vindo a acentuar-se, conforme consta do documento agora elaborado. 

O Bloco de esquerda tem, reiteradamente, alertado para a urgência de intervenção e apresentado inúmeras propostas. Há situações emergentes que não podem esperar. A limpeza de espaços em ruinas e a segurança das pessoas são prioridades.

Relativamente ao documento apresentado, gostaríamos de salientar a sua importância e pertinência, bem como o empenho da equipa técnica que o elaborou. 
 Fotografia: Guilherme Pinto
Trata-se de um bom ponto de partida. No entanto, o envolvimento das pessoas é condição fundamental, pois acreditamos que o sucesso da sua implementação depende em grande parte, da capacidade para atrair as pessoas para viverem no centro, repovoar o espaço, agora em ruínas e dar-lhe nova vida. 

Assim, todas as políticas/propostas a privilegiar devem apontar nesse sentido - cativar a população para o projeto, através de informação esclarecida, debate de ideias.

A título de exemplo facilitador a seguir, salientamos a renegociação do contrato de concessão e do tarifário do parque do Almonda, como uma medida central para resolver o problema de estacionamento na cidade, assunto certamente determinante para quem habitar ou vier a habitar o centro histórico.  


A finalizar, e, à semelhança da tomada de posição na sessão de Câmara de 10 de novembro de 2014, o Bloco de esquerda vota favoravelmente a proposta para delimitação da área de reabilitação urbana, não deixando de referir que a aprovação deste instrumento tão importante não significa, quanto a nós, nem o fim do debate, nem encerra milagrosas soluções para os gravíssimos problemas desta zona nobre da cidade. Os orçamentos vindouros terão de corresponder às expetativas agora criadas, possibilitando os investimentos necessários para a concretização da tão almejada reabilitação do nosso centro histórico.

domingo, 9 de novembro de 2014

Crónica de António Gomes: "Orçamentos, impostos e o rendimento a minguar"


 
 
Orçamentos, impostos e o rendimento a minguar

 
 
Os orçamentos municipais são instrumentos de gestão fundamentais para a atividade das autarquias. Devem ser rigorosos e transparentes, devem corresponder à conjuntura politica, à economia local e atender às dificuldades das pessoas.

Em Torres Novas durante muitos anos tivemos orçamentos empolados, fora da realidade. Estamos agora a pagar e muito, empréstimos e mais empréstimos ao Estado (PAEL) e particularmente à banca, criando um garrote de tal maneira que impede qualquer veleidade em investimentos tão necessários ao concelho e à população.

Apesar das dificuldades continuam a existir receitas que necessitam de ser bem canalizadas. Um conjunto muito significativo de estradas encontram-se em estado lastimoso, dentro das nossas aldeias e nas ligações da sede do concelho às várias freguesias: Pafarrão, Casal da Pena,  Pena, Liteiros, Vale da Serra, Cotoas/Caveira, Riachos/Boquilobo, para dar alguns exemplos, assim como a ligação estrutural Torres Novas – Entroncamento.

O rio Almonda, um potencial do ponto de vista económico, abandonado há décadas, necessita urgentemente de intervenções que o salvem de maior degradação.

O centro histórico, ou o centro de ruinas como alguém lhe chama, parece que vai finalmente ter um instrumento de gestão adequado – ARU (Área de Reabilitação Urbana). Esperemos que os próximos orçamentos correspondam ao desafio, porque, caso contrário, será o fim de toda uma área que marcou a história de Torres Novas.

Os impostos são a outra parte desta história. As autarquias têm o poder de decidir sobre uma parte importante do IMI, da Derrama e do IRS assim como sobre muitas das taxas que pagamos.

O IMI é o imposto que mais conta nas receitas da autarquia, em 2014 a autarquia torrejana deve arrecadar cerca de 4 milhões de euros, mais de 20% do que no ano anterior, já em 2013 o aumento da receita do IMI foi de 16% relativamente a 2012. O PS, que dirige a CM, tem aplicado valores muito para além do razoável. As famílias estão muito sobrecarregadas com impostos que somam à baixa de rendimentos impostos pelo governo.

As famílias vão sentir de forma muito agravada o aumento do IMI em 2015, porque o governo pretende retirar do OE a clausula que impunha um teto ao valor cobrado, que já tinha disparado por via da avaliação recente realizada aos imóveis.

O PS/local tem particular responsabilidade na decisão que vier a ser tomada, o valor mínimo possível 0,3%, tem de ser o valor máximo a aplicar, não há outra saída.  

As pessoas estão primeiro.

Antonio Gomes

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Peço a palavra! - A propósito da atitude do presidente em exercício, na Assembleia Municipal de 30 de Setembro de 2014





A propósito da atitude do presidente em exercício, na Assembleia Municipal de 30 de Setembro de 2014

Peço a palavra!

A Assembleia Municipal, enquanto órgão autárquico, merece-me o maior respeito. É um órgão autónomo, com vida própria e que tem, entre outras competências, fiscalizar a atividade da Câmara Municipal. E sobre esta matéria não tenho uma visão redutora. Fiscalizar toda a atividade da Câmara Municipal – as suas opções políticas, as suas decisões e a atividade dos seus vereadores e vereadoras – a tempo inteiro e sem pelouro, da maioria ou da oposição.

Por isso faço questão de estar presente nas Assembleias Municipais e assumo que o meu papel é ouvir os deputados e deputadas municipais, as suas críticas, os seus louvores, as suas apreciações, as suas declarações políticas, os problemas que colocam, as aspirações que transmitem. Acompanhar a polémica, vivê-la, aprender com ela, só assim se faz democracia, essa de que tanto se fala, a democracia local.

A Assembleia Municipal é também espaço para ouvir munícipes, o que, felizmente, já aconteceu e se pretende que aconteça muito mais.

Sei bem qual é o papel da vereação numa Assembleia Municipal. Ouvir, ser fiscalizada e prestar contas.

Considero também que todos os/as vereadores/as devem poder usar da palavra. Não por hábito, mas sempre que se justifique e com a autorização do Presidente da Câmara, como aliás está previsto na Lei e no Regimento da Assembleia Municipal.

Lei 169/99 – Artigo 48.º - Participação dos membros da câmara na assembleia municipal

 


1 - A câmara municipal faz-se representar, obrigatoriamente, nas sessões da assembleia municipal, pelo presidente, que pode intervir nos debates, sem direito a voto.

2 - Em caso de justo impedimento, o presidente da câmara pode fazer-se substituir pelo seu substituto legal.


3
- Os vereadores devem assistir às sessões da assembleia municipal, sendo-lhes facultado intervir nos debates, sem direito a voto, a solicitação do plenário ou com a anuência do presidente da câmara ou do seu substituto legal.


4 - Os vereadores que não se encontrem em regime de permanência ou de meio tempo têm o direito às senhas de presença, nos termos do artigo 10.º da Lei n.º 29/87, de 30 de Junho.


5 - Os vereadores podem ainda intervir para o exercício do direito de defesa da honra.

 

Regimento da Assembleia Municipal: (ARTIGO 23.º - (Regras do uso da palavra pelos membros da câmara municipal)

1. A palavra é concedida ao presidente da câmara ou ao seu substituto legal, no período “De Antes da Ordem do Dia”, para prestar os esclarecimentos que lhe forem solicitados, pelo período máximo de 15 minutos.

2. No período da “Ordem do Dia”, a palavra é concedida ao presidente da câmara ou ao seu substituto legal, pelo período máximo de 25 minutos para:

a) Prestar a informação relativa ao consignado na alínea b) do nº. 2 do artigo 2º, deste regimento;

b) Apresentar os documentos submetidos pela câmara municipal, nos termos legais, à apreciação da assembleia;

c) Intervir nas discussões, sem direito a voto.

3. No período de “Intervenção Aberto ao Público”, a palavra é concedida ao presidente da câmara ou ao substituto legal para prestar os esclarecimentos solicitados.

4. É concedida a palavra aos vereadores para intervir, sem direito a voto nas discussões, a solicitação do plenário da assembleia ou com a anuência do presidente da câmara ou do seu substituto legal.

5. A palavra é ainda concedida aos vereadores, no final da reunião, para o exercício do direito de defesa da honra ou consideração.

Penso até que os vereadores/as devem avaliar bem dessa necessidade. Como já disse antes, o seu papel não é tomar a palavra. Caso contrário invertiam-se os papéis.

O bom senso e a responsabilidade política são o que importa nesta matéria.

A postura do Presidente da Câmara é aqui fundamental. Autoriza ou não os vereadores/as a usarem da palavra, sejam da maioria ou da oposição. Pedi duas vezes a palavra em Assembleia Municipal. O Presidente autorizou-me das duas vezes, assumindo uma atitude democrática.

Da primeira vez o Presidente da Assembleia deu-me a palavra, respeitando a Lei e as regras democráticas.

Da segunda vez, o presidente em exercício recusou dar-me a palavra, invocando que a Lei não o permitia. Evidenciou um desconhecimento da Lei que não se coaduna com o lugar que ocupa (sabendo por experiência própria que não pode invocar o desconhecimento da Lei para não a cumprir).

Erros, toda a gente comete… Mas, mesmo perante a minha insistência de que a Lei me permitia usar da palavra, encerrou abruptamente os trabalhos para intervalo.

Se o erro se admite, a arrogância e a prepotência já não. E ainda a falta de cultura democrática que leva a nem sequer ouvir os argumentos invocados por uma cidadã, no caso vereadora, que queria uma resposta sobre a sua atitude.

Sobre o que o presidente em exercício disse depois de encerrada a assembleia, nem vale a pena falar. O que conta aqui é a atitude quando assumia um papel único perante os cidadãos e cidadãs do concelho – presidir à Assembleia Municipal.

No futuro manterei a mesma postura, respeito pelo órgão e pelo seu funcionamento. Sei bem qual é o papel de uma vereadora da oposição. Mas, quando for necessário intervir, pedirei a palavra a quem tem poderes para a dar – primeiro ao Presidente da Câmara e de seguida ao Presidente da Assembleia Municipal.

Não deixarei no entanto de deixar uma nota final: o assunto em questão – aplicação das 35 horas aos trabalhadores/as do município – tinha sido debatido nesse mesmo dia na Câmara Municipal e foi o próprio Presidente da Câmara, depois de explicar a posição maioritária na Câmara, que disse que estavam ali outros vereadores, incluindo aqueles que tinham expressado posição diferente da maioria e que podiam dizer o que se tinha passado.

 

Torres Novas, 1 de Outubro de 2014

Helena Pinto

Vereadora do Bloco de Esquerda

 

 



Crónica de António Gomes - “Job for the boys”?


Job for the boys”?

 

A câmara e assembleia municipal de Torres Novas aprovaram por maioria os estatutos da nova Associação de Municípios do Vale do Tejo (só o BE votou contra). Estes estatutos vêm ordenar juridicamente a nova associação, que terá como principal atividade a gestão da Colónia Balnear da Nazaré, que atualmente se encontra impedida de funcionar por degradação do edificado.

Nos estatutos agora votados ficou incluído a criação de um secretariado geral e um lugar de secretário-geral - remunerado.

As organizações, todas, precisam de pessoas para funcionar. Não há dúvidas sobre isso, sendo que neste caso criou-se a assembleia intermunicipal, órgão deliberativo, e o conselho diretivo, órgão executivo, para além do quadro de pessoal hierarquizado, como não podia deixar de ser para o funcionamento dos equipamentos.

A pergunta salta à vista: para quê um secretariado geral e um secretário-geral? Que funções? Que atribuições? Que responsabilidade lhe vai ser atribuída? A estas legitimas e pertinentes perguntas ninguém sabe ou não quer responder.

Sabemos da existência de lugares criados a pedido, da ocupação dos chamados “job for the boys”, mas normalmente é sempre lá longe… Este é diferente, é nas nossas barbas e por isso deve merecer da cidadania e dos políticos locais uma atenção especial, principalmente daqueles que não gostam de se verem confundidos com aqueles que fazem da política um modo estranho de vida.

Numa altura em que os populismos proliferam, a democracia é questionada sobretudo pelo afastamento das pessoas, até do voto. Estes exemplos só agravam ainda mais esse divórcio e quem não quer ser lobo não lhe veste a pele.

Acredito que os políticos não são todos iguais.

Antonio Gomes

domingo, 12 de outubro de 2014

Intervenção de José Manuel do Rosário na AM - 30 setembro

BOCAS DE INCÊNDIO – no Concelho

Digamos que sobre o assunto não é fácil obter grande informação.
No entanto é matéria que nos deve preocupar.

São visíveis algumas Bocas incêndio que não se encontram em condições.

2.º Existe algum plano de verificação?

3.º A Câmara é informada atempadamente sobre anomalias constatadas?

4.º A Câmara tem conhecimento de B.I. secas, B.I. seladas, B.I. sem pressão, B.I. com colunas e encaixes danificados?



Existem zonas de grande densidade populacional sem B.I.
Está previsto instalar B.I. nestas zonas?

Intervenção do José Manuel do Rosário na Assembleia Municipal - 30 de Setembro de 2014


















ECOPONTOS

Com alguma frequência recebemos alertas de munícipes sobre o estado em que se encontram os ecopontos.
Certamente também o fazem chegar ao executivo.

* Falam-nos da higiene e limpeza da zona envolvente aos contentores.
* Falam-nos do estado em que se encontram alguns contentores.
* E por último abordam sempre a questão da ausência do pilhão.

Na verdade têm razão.
Existem zonas em que os ecopontos se encontram num estado suficiente ou bom. Noutras nem por isso Senhor presidente.
Em concreto e a título de exemplo na zona da Silvã, Av. Manuel Figueiredo e arredores não existe um pilhão. Alguns contentores encontram-se degradados. A higiene dos contentores e do espaço, em muitos casos, deixa muito a desejar.
Como já referi nem tudo está bem.
A bem da deposição selectiva era bom que fossem tomadas medidas para corrigir o que não se encontra em condições.
É essencial uma manutenção periodicamente a estes equipamentos.
“Podemos” carregar os munícipes com deveres por vezes despropositados no que concerne à deposição. Não podemos nem devemos alhearmo-nos das nossas responsabilidades. Em concreto a entidade gestora.
Fica o alerta, Senhor presidente da câmara.

Como é sabido, os ecopontos são equipamentos que permitem uma melhoria significativa do ambiente. A deposição selectiva que os ecopontos permitem contribui para a reciclagem dos materiais deixando de ser resíduos.

Crónica de António Gomes - "As pequenas coisas, …. que valem quase tudo"



As pequenas coisas, …. que valem quase tudo


A adufa do açude Real no rio Almonda encontra-se num estado de abandono tal, que não dá para aprisionar a água que tanta falta faz a montante, desde logo para cobrir a estacaria que suporta as margens, para abastecer o espelho de água que está em frente ao açude e simplesmente para que a agua corra por cima do açude.

Entre muitos edifícios em ruina e pré-ruína no centro da cidade destaco apenas um, o da rua da Regueira de água, parece que alguém anda à espera de uma catástrofe, muita gente continua a passar ali.

Na praça 5 de outubro, bem no centro o piso abateu e nasceu uma cova que não é bem visível devido à ilusão óptica que cria. A praça 5 de outubro é só o local mais emblemático da cidade, para que a calçada comece a arrancar não falta quase nada.

No largo dos bancos, D. Diogo Fernandes, está o lago seco, há mais de dois anos, abandonado a proporcionar uma imagem de degradação e de abandono inimaginável.
Na ponte pedonal sobre o rio que liga a zona dos Mesiões à rua do Bom Amor, muito haveria a dizer mas refiro apenas os topos da ponte que se encontram intransitáveis com riscos grandes para a segurança de quem ali circula.

Na Meia Via rua Luiz de Camões encontra-se um prédio a estrangular a rua e que dessa forma impede o trânsito de circular com normalidade e os peões de passarem em segurança.

Na rua da Rata Cega, lá está o carril, solto, à espera de imobilizar algum veículo dos muitos que ali circulam. (esta situação é recorrente).

Estas situações de pequena dimensão são aqui chamadas não só pelo fato de se encontrarem no estado descrito, mas sobretudo porque se arrastam há tempo de mais, algumas há alguns anos. Incompreensível, inaceitável, piore ainda, já foram alvo de proposta ou de chamada de atenção.

Na Av. Sá Carneiro finalmente estão em vias de resolução o desnível das passadeiras de peões para que os portadores de deficiência motora as possam atravessar, foram precisos alguns anos, mas vale mais tarde, do que nunca.

As pequenas coisas fazem muitas vezes a diferença, às vezes valem tudo, mas poucos assim o entendem.
António Gomes