sábado, 25 de abril de 2015

Tânia Prezado - 25 de ABRIL 2015 - Discurso do BE de TORRES NOVAS


Sr. Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas,

Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Torres Novas,

Representantes das entidades oficiais, 

Autarcas de Torres Novas,

Torrejanos e Torrejanas


Logo nos primeiros documentos de intenção, os militares de Abril afirmavam o seu propósito de restituir a dignidade ao POVO PORTUGUÊS.


Era esta a intenção que os motivava.

Foi esta a força que os determinou e a razão pela qual não devemos deixar que esta luta tenha sido em vão.


41 anos passados, são estes os valores que nos movem: LIBERDADE, IGUALDADE E DEMOCRACIA

LIBERDADE, fundamental para a dignidade humana e indissociável da livre expressão da luta por uma sociedade fraterna.

Quando os nossos pensionistas, homens e mulheres com vidas de sacrifício, que toda a vida trabalharam para terem um descanso merecido, veem agora negado esse direito, através dos constantes cortes nas suas pensões, único meio de subsistência e o único capaz de lhes garantir dignidade nos seus últimos anos de vida.


Liberdade... sim, aquela que os nossos jovens têm, e que com ela e por ela, escolhem sair deste país à procura de uma vida digna, mas longe da terra que os viu nascer, das suas famílias, muitas vezes dos seus filhos.

Este País agora dá-lhes cada vez mais desemprego ou, em alternativa, trabalho precário e sem condições dignas, onde o povo se sujeita a qualquer coisa para conseguir sobreviver.

Somos agora o país da Europa que teve o maior aumento da taxa de risco de pobreza e exclusão social.

Portugal tem hoje cerca de 25% da população em situação de pobreza. 

Aquela pobreza dos relatos de um tempo em que uma sardinha dava para alimentar os filhos, porque os pais não comiam... 

O País da fome de então, é agora o País onde aumenta a procura e o recurso ao Banco Alimentar, ou os casos em que a única refeição das crianças é a que comem nas escolas.

IGUALDADE de direitos, na construção de um futuro melhor onde a justiça e a solidariedade sejam uma prática não discriminatória. Justiça e solidariedade, onde os direitos são iguais para todos.

A saúde só está ao alcance de quem a pode comprar, porque o povo, esse, não tem acesso e espera, espera pelas consultas ou nas urgências dos hospitais.

Direitos iguais para homens e mulheres, as quais provavelmente só daqui a 70 anos alcançarão a igualdade salarial.

São mulheres, esposas, trabalhadoras e mães e irmãs e filhas, que 41 anos depois de Abril, ainda têm de espremer as mamas para comprovar a sua maternidade. Indignação!!!!!


Justiça social para compreender o caminho para a igualdade de géneros…

Uma prática sem discriminação, onde casais homossexuais possam adotar em pleno, em benefício do direito à família e ao amor. 

Justiça para com os trabalhadores e trabalhadoras que têm sentido o aumento do número de horas de trabalho, vendo os seus salários serem legalmente roubados.


DEMOCRACIA, com um regime político onde a realização de eleições livres deve assegurar alternativas políticas capazes de garantir os direitos inscritos na Constituição da República.

Faz hoje 40 anos que foi eleita democraticamente, a Assembleia Constituinte, que um ano depois, aprovava a nossa Constituição da República Portuguesa.

91% dos eleitores e eleitoras foram às urnas. É esta participação que esta democracia precisa, 41 anos depois.


Quantas vezes vemos os direitos fundamentais ali consagrados, serem violados pelos Senhores que a deveriam cumprir, mas que optam por a desrespeitar?

Democracia por uma política autárquica que respeite os seus munícipes, ouvindo-os, que promova o debate, que procure alternativas em prol de um caminho de prosperidade, para que desta forma todos se sintam respeitados na sua diferença, com direito a ela, pelo respeito e defesa das minoria.

Democracia por uma sociedade mais justa e solidária, assente nos valores de Abril, fundamental para garantir uma vida melhor para todos os munícipes, para todo um povo.


Este povo que anseia por justiça, um pilar básico da democracia e não o que temos hoje, uma justiça para ricos e outra para pobres, onde os ricos têm passado impunes.


Terá sido por acaso que a palavra escolhida pelos Portugueses para o ano 2014, foi Corrupção? É evidente que não!


Nas últimas eleições autárquicas, integrei uma equipa coesa e dinâmica, que atua na atividade política do nosso concelho, com o acompanhamento às situações que nos colocam, escutando os munícipes, criando diálogos, denunciando necessidades e injustiças, participando na análise crítica da realidade social e cultural, e propondo soluções pertinentes e sustentáveis, seja no orçamento participativo, ou no caminho para a reabilitação do centro histórico, seja numa solução para o problema criado com o contrato de concessão do Parque Almonda, ou numa gestão criteriosa para a cultura, tendo sempre presente que o concelho é constituído por 10 freguesias. É a forma como vemos a democracia, viva e participada!

 
A intenção do governo de passar responsabilidades na área da educação, da saúde, da segurança social e da cultura, para a esfera das autarquias, não é descentralizar mas significa sim a desresponsabilização do estado e o desmantelamento de políticas públicas coerentes,.. e é o início da privatização destes serviços públicos.

Não é por acaso que o recente Congresso da Associação Nacional de Municípios, rejeitou esta proposta do Governo.


Antes de terminar, permitam-me registar aqui, com profunda mágoa a tragédia que se vive no Mar Mediterrâneo. A pergunta que tem de ser feita, a cada um de nós, mas sobretudo aos responsáveis da União Europeia, é quanto vale uma Vida Humana?

A União Europeia, tem que encontrar a solução para todos os que fogem à miséria e à Guerra!

 

Há 41 anos fez-se e iniciou-se uma luta que transformou um País… uma luta que não conheci, uma luta que espero por ela, tal como todo este povo que todos os dias se debate para conseguir uma vida melhor.

A vida pela qual aqueles militares afirmavam o seu propósito e à qual o povo se juntou… Aquele povo, e este povo, O POVO PORTUGUÊS, que não é banqueiro, nem administrador de topo e que não esquece, nem ontem, nem amanhã, nem nunca!

Este povo, aquele povo que espera que Tu - 25 de Abril Chegues de Novo!

Nas palavras de Sophia “Esta é a Madrugada que eu esperava, o Dia inicial, inteiro e Limpo”!

 

VIVA O 25 DE ABRIL E A LIBERDADE!
 
Tânia Prezado

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Praça do Peixe - Crónica de António Gomes


Praça do Peixe

A Praça do Peixe, com uma localização privilegiada no centro histórico da cidade, tem as obras de remodelação concluídas, pesem embora os atrasos verificados.

Importa agora encontrar a melhor ou melhores soluções para dar uso àquele espaço. Talvez não fosse má ideia começar por ouvir o povo, dentro daquela perspetiva da ARU (Área de Reabilitação Urbana), de consulta pública para a reabilitação do Centro Histórico.

Qualquer decisão terá sempre de ter em conta a situação atual do centro da cidade, ou seja o despovoamento puro e duro, a ausência de moradores numa vasta área territorial no coração da cidade.

De facto, esta situação em que a reabilitação dos espaços comuns e disponíveis para atividades não está enquadrada na recuperação urbana e habitacional do Centro Histórico é uma herança que cria uma contradição que tem que ser resolvida no âmbito de um projeto de reabilitação que englobe as várias vertentes e não se limite a agir por partes.

A Praça do Peixe tem de ser útil para a comunidade, tem de servir a cidadania. A aplicação dos dinheiros públicos são para isso mesmo, são para usufruto do povo.

Nesta perspetiva julgo, que todas as atividades cabem naquele espaço, do teatro ao rancho, do debate à tertúlia, da gastronomia ao artesanato, da música à exposição, das expressões artísticas mais tradicionais à expressão da arte alternativa, tudo pode atrair gente ao centro histórico. E o centro, estou certo, tudo acolherá.

Apenas com uma condição: só as atividades com fins lucrativos deverão ficar sujeitas a algum pagamento pela sua utilização.

Outras opiniões haverá com toda a certeza, é preciso ouvi-la.

 

Antonio Gomes

quarta-feira, 25 de março de 2015

Crónica do António Gomes : O carreiro das cobras


 
 
O carreiro das cobras

 

O “carreiro das cobras” é um caminho de terra batida rodeado de arbustos, de vários sobreiros, azinheiras e carvalhos, arvores centenárias únicas no perímetro urbano da cidade de Torres Novas.

Este caminho vai acabar. O alcatrão e o betão armado vão tomar o lugar do verde e daquela paisagem campestre que ali existe. Aliás as árvores majestosas já estão marcadas para abate.

Lamento profundamente que as opções políticas sejam sempre neste sentido. Trata-se de optar entre o interesse público e o interesse privado. Só o Bloco de Esquerda votou contra esta opção.

Aquilo que em alguns locais é transformado em oportunidade, que neste caso é ter o campo dentro da cidade, protegendo o meio ambiente, assegurando um futuro com respeito pela natureza e permitindo às gerações futuras usufruírem de mais qualidade de vida, em Torres Novas o caminho é ao contrário, o cimento e o alcatrão são os ingredientes da paisagem ideal.

Julgo que outra dúvida legítima e pertinente se levanta, falo das prioridades dadas às obras, neste caso às obras de redes viárias. Quando existe um número significativo de estradas, em particular nas freguesias rurais do concelho em estado miserável, quando a Av. João Paulo II, principal artéria de entrada na cidade de Torres Novas se encontra à beira da rotura, quando a EN3 - ligação ao concelho vizinho, Entroncamento, se encontra quase intransitável, vai o município gastar mais de 223 mil euros na infraestruturação de uma estrada que não serve a ninguém. Trata-se de um loteamento, dizem. Mas mesmo assim, será que se justifica? Julgo que não.

Quanto aos procedimentos de permuta de terrenos para o alargamento do “carreiro” também deveria ser melhor explicado. Tira-se de um lado (carreiro das cobras) e dá-se do outro (av. dos Negréus), mas é preciso dizer que estes terrenos privados, com a construção da via, valorizam nos dois extremos.

Mas a cidade perde.

Antonio Gomes


quarta-feira, 4 de março de 2015

A Democracia está suspensa em Torres Novas? (Assembleia Municipal 27 FEV)


A Democracia está suspensa em Torres Novas?

 
No dia 27 de Fevereiro de 2015, teve lugar, nos Paços do Concelho, a Assembleia Municipal ordinária, que, pela Lei, tem que ocorrer até ao final do mês de fevereiro.

Seria uma Assembleia Municipal normal, para tratar dos assuntos agendados e para debater os temas que os partidos políticos entendessem colocar, assim como questionar a Câmara sobre a sua atividade, exercendo a sua competência de fiscalização do executivo camarário.

Mas não foi uma Assembleia Municipal normal!

No Período Antes da Ordem do Dia (PAOD) o Bloco de Esquerda apresentou, por escrito, três (3) propostas e uma Moção para debate e deliberação. Propostas sobre assuntos do concelho e uma Moção sobre um tema da atualidade política nacional e europeia – Solidariedade com o povo grego e repúdio pela atuação do Governo português.

O Presidente em exercício, José Manuel Trincão Marques, colocou à votação da Assembleia a admissão da Moção e das propostas para debate e votação.

Pela primeira vez, PS, PSD e CDS, assim como os Presidentes de Junta não admitiram as propostas para debate e votação. Não se ouviu um argumento porque é que não se podia debater. Apenas braços no ar para negarem o direito de um partido a colocar a debate os assuntos que entende serem pertinentes. Registe-se que sobre as propostas houve abstenções na bancada do PSD. A CDU votou a favor da admissão.

De forma seletiva e sem argumentação, o PS votou a favor da admissão da última proposta apresentada pelo BE (proposta 3) sobre os registos áudio das sessões da Assembleia Municipal. Significativa foi a afirmação do presidente em exercício. “Eu desta voto a favor”, antes de colocar à votação a admissão da proposta, indiciando que existia um eventual critério de substância na votação que apenas tinha como objetivo admitir ou não admitir.

Mas, vamos por partes:

1 – A Assembleia Municipal é o órgão político por excelência no município, onde o debate político e de ideias devem estar presentes. Não é um órgão para ratificar as decisões da Câmara Municipal.

2 – Torres Novas não é uma ilha e a política nacional e europeia têm impacto direto sobre a vida da sua população e a tomada de posições, pela Assembleia Municipal, aproxima a política das pessoas e promove a participação e a cidadania. Aliás sempre assim foi. São múltiplas as tomadas de posição no passado.

3 – O Regimento da Assembleia Municipal prevê no n.º 3 do artigo 18.º que a assembleia vote a admissão de proposta que não constem da agenda. Faz sentido, pois podem ser apresentadas propostas que precisem de estudo e não devem ser automaticamente admitidas. Mas também faz sentido, como aliás era prática corrente, que sejam admitidas propostas que a Assembleia entende que pode votar – como era o caso das propostas apresentadas pelo BE, pois já tinham sido apresentadas à Assembleia anteriormente no PAOD e Moções que se destinam a tomadas de posição política.

Registe-se, que não se ouviu um único argumento para a não admissão das propostas e da Moção.

4 – O precedente agora aberto é muito grave, do ponto de vista formal e do funcionamento da AM e muito grave do ponto de vista político e do exercício da democracia.

Comecemos pelas propostas do BE:

Proposta 1 – realização de uma Assembleia Municipal temática sobre a descentralização de competências para os municípios na área da educação: assunto que diz respeito à vida dos municípios, que tem mobilizado todos os envolvidos – municípios, Associação Nacional de Municípios Portugueses, Professores/as, sindicatos, diretores de escola, associações de pais e encarregados de educação. Tema da atualidade política. Uma proposta para um debate aberto, envolvendo todos, para promover o esclarecimento, não foi admitida, sem um único argumento. Quem tem medo do debate? Quem foge do esclarecimento? Será que se prepara alguma negociação secreta sobre esta matéria com o Governo e depois se apresenta como facto consumado?

Proposta 2 – Realização das Assembleias Municipais (pelo menos as ordinárias) no Auditório da Biblioteca Gustavo Pinto Lopes para proporcionar melhores condições de trabalho aos membros da Assembleia e para proporcionar que mais munícipes possam assistir. O BE já tinha colocado esta proposta em AM. Foi travada a sua admissão. Porquê? Reunir em melhores condições prejudica quem?

Proposta 3 – Divulgação dos registos áudio das Assembleias na net e envio para o Arquivo Municipal para memória futura. Proposta admitida e aprovada a divulgação na plataforma da extranet municipal e envio para o arquivo municipal. O debate em volta desta proposta também merece reparo, pois todo ele se centrou numa questão que nem devia ser colocada – a legitimidade de divulgar o que se passa na AM, tendo o presidente em exercício chegado a dizer que não se podia fazer gravações das sessões sem autorização. Tudo isto é caricato. Falamos de sessões que são públicas! Portanto, a sua divulgação não está em causa. Aliás, como bem sabemos, são feitos relatos de intervenções pelos jornais, citados entre aspas, que só podem ter sido gravados. Ou os jornalistas estão impedidos de entrar e fazer o seu trabalho? Ou, ainda pior, têm que pedir autorização para fazer o seu trabalho? Numa Assembleia Municipal, numa Assembleia de Freguesia, numa reunião pública de Câmara, na Assembleia da República, os/as eleitos/as sabem que tudo o que fizerem e ou disserem é público e pode ser reproduzido. A questão não está na divulgação da informação, está no acesso a essa mesma informação. Se cidadãos ou cidadãs do concelho decidirem dirigir-se a Câmara Municipal ou à Assembleia Municipal e pedir as atas ou outros documentos, eles têm que ser fornecidos e se não forem esses cidadãos/ãs dirigem-se à CADA – Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos e as instituições são obrigadas a fornecer e ainda pagam uma multa por não o fazer. A questão é outra e é política e sobre transparência: deve ser facilitado o acesso às pessoas daquilo que já é público por natureza. Aliás, convém também dizer que em Portugal, os únicos documentos que não podem ser divulgados – a particulares e a jornalistas – são aqueles que estão classificados como “segredo de estado”, o que não parece ser o caso de Torres Novas.

O ridículo da questão é que as atas estão na net, mas o registo áudio não pode estar. Pode ler, mas não pode ouvir e muito menos ver.

Cada vez mais municípios publicam na net as intervenções, sejam escritas, sejam em vídeo. Utilizam as novas ferramentas para divulgar o seu trabalho, para se aproximarem das populações. Em Torres Novas parece que vamos em sentido contrário. E depois, a maioria PS ainda se gaba do seu lugar no ranking da transparência…

Veja-se os seguintes exemplos:



A assembleia municipal de Lisboa tem um canal de TV próprio.

Não se trata de pedir tanto para Torres Novas, apenas que se inicie o caminho de promover o acesso dos/as munícipes aos documentos e atividades da Câmara e Assembleia Municipais.

De que têm medo os eleitos/as do PS? Uma das obrigações dos eleitos/as é prestar contas do que fazem e isso passa, sem sombra de dúvida, pelos munícipes saberem que intervenções fazem, sobre que temas e como votam.

Por último, a Moção de solidariedade com o povo grego. Ninguém é indiferente à situação vivida na Grécia, após as eleições legislativas de 25 de janeiro passado. As escolhas soberanas do povo grego ditaram uma mudança no seu país com impactos muito significativos na Europa. Nada será como dantes. E esses impactos têm diretamente a ver com a situação do nosso país e dos portugueses. Trata-se, no fundo, de termos uma palavra a dizer sobre como o governo português se comporta e que posições defende no Eurogrupo e na União Europeia. Não podemos, nem devemos ser indiferentes às posições tomadas por Passos Coelho e Maria Luis Albuquerque, posições servilistas e “mais alemãs do que o governo alemão”. Para o Bloco de Esquerda é muito importante fazer este debate e ninguém deve ser afastado dele. Por isso apresentámos uma Moção.

Infelizmente, não existiu sequer um debate sobre a substância política das propostas, não existiu argumentos a favor ou contra. Existiu isso sim, veto de maiorias, que tem muito pouco a ver com democracia. Do PSD e do CDS esperava-se, pois não quer que se discuta a posição do governo. Mas de que tem medo o PS?

Só para informação convém dizer que Moções idênticas foram apresentadas em várias Assembleias Municipais.

APROVADAS moções nas seguintes Assembleias Municipais:

  • LOURES - 18 votos a favor (1 BE, 1 MRPPP, 16 CDU) - 11 contra (6 PSD, 1 CDS e 4 PS) e 9 abstenções PS

  • ODIVELAS - 12 a favor (2 BE + 10 CDU), 14 abstenções (PS), 8 contra (7 PSD+1 CDS)

  • PORTIMÃO - 15 a favor (10 PS, 3 BE e 2 CDU), 8 contra (4 PSD e 4 CDS//MPT/PPM) e 1 abstenção da CDU, por curiosidade o líder da bancada da CDU 

  • LAGOS - maioria PS, o BE tem 1 deputado municipal, aprovada, desconheço pormenores da votação 


Foi ainda aprovada uma importante recomendação de geminação de LISBOA com ATENAS

  • ODEMIRA - 9 a favor (1 BE, 6 CDU e 2 PS), 14 abstenções (12 PS e 2 CDU) e 5 contra - 1 PSD, 1 CDS, 2 PS (incluindo a Presidente da AM) e 1 CDU!

  • PONTE DE SOR - Aprovada com 3 Votos a favor (1 do BE e 2 do PS) e 12 abstenções, 5 da CDU e 7 do PS

Moções REPROVADAS

  • SALVATERRA DE MAGOS - a mesma moção foi apresentada na Câmara e na Assembleia Municipal

AM - 10 contra (8 PS, 1 PSD, 1 MCI)​

         8 favor (6 - BE, 2 CDU)

         5 Abst ( 4 PS, 1 MCI)

CM - 4 Contra ( 3 PS, 1 PSD)

        3 Favor (2 BE, 1 CDU)

  • LEIRIA - 4 votos a favor (1 BE, 2 PCP + 1 ???), abstenção do PS e votos contra do PSD + CDS + alguns deputados do PS, incluindo a Presidente da AM

O Bloco de Esquerda continuará a apresentar propostas sobre o concelho e sobre temas da vida política nacional e internacional. O confronto de ideias e de propostas favorece a participação da população. Não abdicamos deste direito e desta obrigação perante todos os torrejanos e torrejanas.

Ou será que alguém suspendeu a democracia em Torres Novas?

 

 


 

 

terça-feira, 3 de março de 2015

OPINIÃO - Guilherme Pinto - As circunstâncias e o discurso político


As circunstâncias e o discurso político

“Eu sou eu e a minha circunstância” - Ortega e Gasset

Quando um candidato a Primeiro-Ministro, do PS, que é oposição ao poder vigente, elogia o estado do país perante uma assembleia de chineses, o seu discurso não deixa de refletir o propósito menos consciente, de já se encontrar, sem cuidar de discernir que ainda não o é, na circunstância de Primeiro-Ministro!

Quando um secretário da Assembleia Municipal, do PS e advogado, exercendo o papel de Presidente ao dirigir os trabalhos, ameaça de expulsão da sala o público que faz um “cochichar” de desagrado pela forma como aquele conduz a reunião e pelo seu discurso e atitudes menos democráticas, sem cuidar de discernir, que não está numa sala de tribunal e muito menos na circunstância de juiz em sala de audiência!

Algo parece estar errado no discurso de alguns políticos, que não sabendo usar, nas suas intervenções públicas, da necessária lisura, transparência e coerência e, já agora do que o povo chama “boa educação”, antes utilizam narrativas, desajustadas, de desonestidade política e reveladoras de autoritarismo no exercício das suas funções!

Será que, a afirmação de Ortega e Gasset, significa que nós somos, em todo o caso, aquilo que resulta do somatório do meu ego e dos meus desejos (in) conscientes, com a circunstância dos momentos que cada um está a viver?

Em todo o caso, mantenho a minha, precisamos de novos políticos e novas atitudes políticas e não destas que ilustrei! Como dizia Bob Marley: “São as atitudes e não as circunstâncias que determinam o valor de cada um. O que você diz, com todo o respeito, é apenas o que você diz.”

Há que distinguir os planos e os discursos, e não confundi-los!

 

Guilherme Pinto

domingo, 1 de março de 2015

Declarações de Voto da Vereadora do BE de TN - Reunião Ordinária Privada da Câmara Municipal


Reunião Ordinária Privada da Câmara Municipal

N.º 6/15

16 de Fevereiro

Assuntos colocados pela Vereadora do BE, Helena Pinto no PAOD

Tendo em conta que saiu um Decreto-Lei sobre a descentralização de competências para as Câmaras Municipais, na área da educação, saúde, segurança social e cultura e que está em curso um debate sobre esta matéria, que tem envolvido Autarquias, Associação Nacional de Municípios Portugueses, Partidos Políticos, Sindicatos e outros agentes sociais, julgo pertinente que se agende um debate sobre esta matéria na Câmara Municipal. Na opinião do BE não se trata de descentralização, mas sim de entregar às Câmaras um conjunto de competências para as quais não estão vocacionadas e não têm os meios adequados, levando a desresponsabilização do Governo em áreas tão importantes como a Educação e a Saúde.

Declarações de Voto

Ponto 2 – Feira Medieval de Torres Novas de 2015 – Normas de funcionamento (ASSUNTO 96/15)

O Bloco de Esquerda considera que a Feira Medieval se deveria realizar de dois em dois anos, como aliás propusemos em sede de Orçamento Municipal para 2015. Esta nossa posição baseia-se na convicção de que é necessário dar espaço e investir recursos noutro tipo de iniciativas, nomeadamente nas festas da cidade, com programas que aliem as diversas formas de produção artística e potenciem, também, as capacidades locais, que são muitas e diversas.

 Quanto às taxas a praticar na Feira Medieval deve ser aplicada a política seguida pelo Município, baseada no seu Regulamento próprio, diferenciando as entidades “com fins lucrativos” daquelas que “não têm fins lucrativos”. A Feira Medieval é uma iniciativa do Município e não faz sentido que seja excecionada da política normalmente seguida.

Não concordamos com o aumento de 0,50 euros no valor da “pulseira”, comprada previamente e que dá acesso a todos os dias da Feira. Este aumento está em contra ciclo com os resultados da última edição da Feira no que diz respeito à venda de pulseiras. Proponho que se mantenha o mesmo preço do ano passado.

32 – RESITEJO – Associação de Gestão e Tratamento dos Lixos do Médio Tejo – Ata da Assembleia Geral de 30 de Dezembro de 2014 (ASSUNTO97/15)

O BE tomou conhecimento desta Ata, mas não pode deixar de manifestar a sua preocupação pela situação da Resitejo e pelo seu futuro. Rejeitando a abertura a privados desta Associação inter-municipal, entendemos que a Câmara Municipal deve ter uma posição mais ativa na sua gestão e na sua estratégia. Por isso proponho que se realize, a curto prazo, um debate sobre a estratégia da Câmara Municipal na Resitejo.


Pontos 35, 36 e 37 – Prestações de serviços

Mais uma vez, reafirmamos a nossa posição sobre a “aquisição de serviços” para garantir as atividades da ex-Turrisespaços. A Câmara Municipal tem que definir quais os serviços necessários e como a Câmara os pode garantir, assim como a integração destes serviços na estrutura da Câmara Municipal. O recurso a “prestações de serviços” entende-se na fase de transição, mas não pode ser a política da Câmara para o futuro.

42 – Limpeza, transporte e tratamento do conteúdo de fossas sépticas particulares (ASSUNTO 99/15)

Compreendendo a necessidade de cumprimento da legislação sobre esta matéria e a sua importância ambiental e para a saúde pública, não podemos deixar de chamar a atenção para o aumento brutal das tarifas, que passarão para mais do dobro, com a agravante do tarifário social da Águas do Ribatejo, neste aspeto concreto, ser muito insuficiente.

Proponho, que em conjunto com as Juntas de Freguesia se veja, caso a caso, de forma a aferir o impacto do aumento das tarifas. O número de situações no concelho (200) justifica esta iniciativa, que sustentará uma possível intervenção junto da Águas do Ribatejo.

A Vereadora do BE

Helena Pinto