terça-feira, 26 de maio de 2015
sábado, 25 de abril de 2015
Tânia Prezado - 25 de ABRIL 2015 - Discurso do BE de TORRES NOVAS
Sr.
Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas,
Sr.
Presidente da Assembleia Municipal de Torres Novas,
Representantes
das entidades oficiais,
Autarcas
de Torres Novas,
Torrejanos
e Torrejanas
Logo nos primeiros documentos de
intenção, os militares de Abril afirmavam o seu propósito de restituir a
dignidade ao POVO PORTUGUÊS.
Era esta a intenção que os motivava.
Foi esta a força que os determinou e a
razão pela qual não devemos deixar que esta luta tenha sido em vão.
41 anos passados, são estes os valores
que nos movem: LIBERDADE, IGUALDADE E DEMOCRACIA
LIBERDADE, fundamental para a
dignidade humana e indissociável da livre expressão da luta por uma sociedade
fraterna.
Quando os nossos pensionistas, homens
e mulheres com vidas de sacrifício, que toda a vida trabalharam para terem um
descanso merecido, veem agora negado esse direito, através dos constantes
cortes nas suas pensões, único meio de subsistência e o único capaz de lhes
garantir dignidade nos seus últimos anos de vida.
Liberdade... sim, aquela que os nossos
jovens têm, e que com ela e por ela, escolhem sair deste país à procura de uma
vida digna, mas longe da terra que os viu nascer, das suas famílias, muitas
vezes dos seus filhos.
Este País agora dá-lhes cada vez mais
desemprego ou, em alternativa, trabalho precário e sem condições dignas, onde o
povo se sujeita a qualquer coisa para conseguir sobreviver.
Somos agora o país da Europa que teve o maior aumento da taxa de risco de pobreza
e exclusão social.
Portugal tem hoje cerca de 25% da população em situação de
pobreza.
Aquela
pobreza dos relatos de um tempo em que uma sardinha dava para alimentar os
filhos, porque os pais não comiam...
O País da fome de então, é agora o
País onde aumenta a procura e o recurso ao Banco Alimentar, ou os casos em que
a única refeição das crianças é a que comem nas escolas.
IGUALDADE de direitos, na construção
de um futuro melhor onde a justiça e a solidariedade sejam uma prática não
discriminatória. Justiça e solidariedade, onde os direitos são iguais para
todos.
A saúde só está ao alcance de quem a
pode comprar, porque o povo, esse, não tem acesso e espera, espera pelas
consultas ou nas urgências dos hospitais.
Direitos iguais para homens e
mulheres, as quais provavelmente só daqui a 70 anos alcançarão a igualdade
salarial.
São mulheres, esposas, trabalhadoras e
mães e irmãs e filhas, que 41 anos depois de Abril, ainda têm de espremer as
mamas para comprovar a sua maternidade. Indignação!!!!!
Justiça social para compreender o
caminho para a igualdade de géneros…
Uma prática sem discriminação, onde
casais homossexuais possam adotar em pleno, em benefício do direito à família e
ao amor.
Justiça para com os trabalhadores e
trabalhadoras que têm sentido o aumento do
número de horas de trabalho, vendo os seus salários serem legalmente roubados.
DEMOCRACIA, com um regime político
onde a realização de eleições livres deve assegurar alternativas políticas
capazes de garantir os direitos inscritos na Constituição da República.
Faz hoje 40 anos que foi eleita
democraticamente, a Assembleia Constituinte, que um ano depois, aprovava a
nossa Constituição da República Portuguesa.
91% dos eleitores e eleitoras foram às
urnas. É esta participação que esta democracia precisa, 41 anos depois.
Quantas vezes vemos os direitos
fundamentais ali consagrados, serem violados pelos Senhores que a deveriam
cumprir, mas que optam por a desrespeitar?
Democracia por uma política autárquica
que respeite os seus munícipes, ouvindo-os, que promova o debate, que procure
alternativas em prol de um caminho de prosperidade, para que desta forma todos
se sintam respeitados na sua diferença, com direito a ela, pelo respeito e
defesa das minoria.
Democracia por uma sociedade mais
justa e solidária, assente nos valores de Abril, fundamental para garantir uma
vida melhor para todos os munícipes, para todo um povo.
Este povo que anseia por justiça, um pilar
básico da democracia e não o que temos hoje, uma justiça para ricos e outra
para pobres, onde os ricos têm passado impunes.
Terá sido por acaso que a palavra
escolhida pelos Portugueses para o ano 2014, foi Corrupção? É evidente que não!
Nas últimas eleições autárquicas,
integrei uma equipa coesa e dinâmica, que atua na atividade política do nosso
concelho, com o acompanhamento às situações que nos colocam, escutando os
munícipes, criando diálogos, denunciando necessidades e injustiças, participando
na análise crítica da realidade social e cultural, e propondo soluções
pertinentes e sustentáveis, seja no orçamento participativo, ou no caminho para
a reabilitação do centro histórico, seja numa solução para o problema criado
com o contrato de concessão do Parque Almonda, ou numa gestão criteriosa para a
cultura, tendo sempre presente que o concelho é constituído por 10 freguesias.
É a forma como vemos a democracia, viva e participada!
A intenção do governo de passar
responsabilidades na área da educação, da saúde, da segurança social e da
cultura, para a esfera das autarquias, não é descentralizar mas significa sim a
desresponsabilização do estado e o desmantelamento de políticas públicas
coerentes,.. e é o início da privatização destes serviços públicos.
Não é por acaso que o recente
Congresso da Associação Nacional de Municípios, rejeitou esta proposta do
Governo.
Antes de terminar, permitam-me
registar aqui, com profunda mágoa a tragédia que se vive no Mar Mediterrâneo. A
pergunta que tem de ser feita, a cada um de nós, mas sobretudo aos responsáveis
da União Europeia, é quanto vale uma Vida Humana?
A União Europeia, tem que encontrar a
solução para todos os que fogem à miséria e à Guerra!
Há 41 anos fez-se e iniciou-se uma
luta que transformou um País… uma luta que não conheci, uma luta que espero por
ela, tal como todo este povo que todos os dias se debate para conseguir uma vida
melhor.
A vida pela qual aqueles militares
afirmavam o seu propósito e à qual o povo se juntou… Aquele povo, e este povo,
O POVO PORTUGUÊS, que não é banqueiro, nem administrador de topo e que não
esquece, nem ontem, nem amanhã, nem nunca!
Este povo, aquele povo que espera que
Tu - 25 de Abril Chegues de Novo!
Nas palavras de Sophia “Esta é a
Madrugada que eu esperava, o Dia inicial, inteiro e Limpo”!
VIVA O 25 DE ABRIL E A LIBERDADE!
Tânia Prezado
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Praça do Peixe - Crónica de António Gomes

Praça do
Peixe
A Praça do Peixe, com
uma localização privilegiada no centro histórico da cidade, tem as obras de
remodelação concluídas, pesem embora os atrasos verificados.
Importa agora
encontrar a melhor ou melhores soluções para dar uso àquele espaço. Talvez não
fosse má ideia começar por ouvir o povo, dentro daquela perspetiva da ARU (Área
de Reabilitação Urbana), de consulta pública para a reabilitação do Centro Histórico.
Qualquer decisão
terá sempre de ter em conta a situação atual do centro da cidade, ou seja o
despovoamento puro e duro, a ausência de moradores numa vasta área territorial
no coração da cidade.
De facto, esta
situação em que a reabilitação dos espaços comuns e disponíveis para atividades
não está enquadrada na recuperação urbana e habitacional do Centro Histórico é
uma herança que cria uma contradição que tem que ser resolvida no âmbito de um
projeto de reabilitação que englobe as várias vertentes e não se limite a agir
por partes.
A Praça do Peixe
tem de ser útil para a comunidade, tem de servir a cidadania. A aplicação dos
dinheiros públicos são para isso mesmo, são para usufruto do povo.
Nesta perspetiva
julgo, que todas as atividades cabem naquele espaço, do teatro ao rancho, do
debate à tertúlia, da gastronomia ao artesanato, da música à exposição, das
expressões artísticas mais tradicionais à expressão da arte alternativa, tudo
pode atrair gente ao centro histórico. E o centro, estou certo, tudo acolherá.
Apenas com uma
condição: só as atividades com fins
lucrativos deverão ficar sujeitas a algum pagamento pela sua utilização.
Antonio Gomes
quarta-feira, 25 de março de 2015
Crónica do António Gomes : O carreiro das cobras
O carreiro
das cobras
O “carreiro das
cobras” é um caminho de terra batida rodeado de arbustos, de vários sobreiros,
azinheiras e carvalhos, arvores centenárias únicas no perímetro urbano da
cidade de Torres Novas.
Este caminho vai
acabar. O alcatrão e o betão armado vão tomar o lugar do verde e daquela
paisagem campestre que ali existe. Aliás as árvores majestosas já estão
marcadas para abate.
Lamento
profundamente que as opções políticas sejam sempre neste sentido. Trata-se de
optar entre o interesse público e o interesse privado. Só o Bloco de Esquerda votou
contra esta opção.
Aquilo que em
alguns locais é transformado em oportunidade, que neste caso é ter o campo
dentro da cidade, protegendo o meio ambiente, assegurando um futuro com
respeito pela natureza e permitindo às gerações futuras usufruírem de mais
qualidade de vida, em Torres Novas o caminho é ao contrário, o cimento e o
alcatrão são os ingredientes da paisagem ideal.
Julgo que outra dúvida
legítima e pertinente se levanta, falo das prioridades dadas às obras, neste
caso às obras de redes viárias. Quando existe um número significativo de
estradas, em particular nas freguesias rurais do concelho em estado miserável,
quando a Av. João Paulo II, principal artéria de entrada na cidade de Torres
Novas se encontra à beira da rotura, quando a EN3 - ligação ao concelho
vizinho, Entroncamento, se encontra quase intransitável, vai o município gastar
mais de 223 mil euros na infraestruturação de uma estrada que não serve a
ninguém. Trata-se de um loteamento, dizem. Mas mesmo assim, será que se
justifica? Julgo que não.
Quanto aos
procedimentos de permuta de terrenos para o alargamento do “carreiro” também
deveria ser melhor explicado. Tira-se de um lado (carreiro das cobras) e dá-se
do outro (av. dos Negréus), mas é preciso dizer que estes terrenos privados,
com a construção da via, valorizam nos dois extremos.
Mas a cidade perde.
Antonio Gomes
quarta-feira, 4 de março de 2015
A Democracia está suspensa em Torres Novas? (Assembleia Municipal 27 FEV)
A
Democracia está suspensa em Torres Novas?
No dia 27 de Fevereiro de 2015, teve lugar,
nos Paços do Concelho, a Assembleia Municipal ordinária, que, pela Lei, tem que
ocorrer até ao final do mês de fevereiro.
Seria uma Assembleia Municipal normal, para tratar
dos assuntos agendados e para debater os temas que os partidos políticos
entendessem colocar, assim como questionar a Câmara sobre a sua atividade,
exercendo a sua competência de fiscalização do executivo camarário.
Mas não foi uma Assembleia Municipal normal!
No Período Antes da Ordem do Dia (PAOD) o
Bloco de Esquerda apresentou, por escrito, três (3) propostas e uma Moção para debate
e deliberação. Propostas sobre assuntos do concelho e uma Moção sobre um tema
da atualidade política nacional e europeia – Solidariedade com o povo grego e
repúdio pela atuação do Governo português.
O Presidente em exercício, José Manuel Trincão
Marques, colocou à votação da Assembleia a admissão da Moção e das propostas
para debate e votação.
Pela primeira vez, PS, PSD e CDS, assim como
os Presidentes de Junta não admitiram as propostas para debate e votação. Não
se ouviu um argumento porque é que não se podia debater. Apenas braços no ar
para negarem o direito de um partido a colocar a debate os assuntos que entende
serem pertinentes. Registe-se que sobre as propostas houve abstenções na
bancada do PSD. A CDU votou a favor da admissão.
De forma seletiva e sem argumentação, o PS
votou a favor da admissão da última proposta apresentada pelo BE (proposta 3)
sobre os registos áudio das sessões da Assembleia Municipal. Significativa foi
a afirmação do presidente em exercício. “Eu desta voto a favor”, antes de
colocar à votação a admissão da proposta, indiciando que existia um eventual
critério de substância na votação que apenas tinha como objetivo admitir ou não
admitir.
Mas, vamos por partes:
1 – A Assembleia Municipal é o órgão político por
excelência no município, onde o debate político e de ideias devem estar
presentes. Não é um órgão para ratificar as decisões da Câmara Municipal.
2 – Torres Novas não é uma ilha e a política
nacional e europeia têm impacto direto sobre a vida da sua população e a tomada
de posições, pela Assembleia Municipal, aproxima a política das pessoas e
promove a participação e a cidadania. Aliás sempre assim foi. São múltiplas as
tomadas de posição no passado.
3 – O Regimento da Assembleia Municipal prevê
no n.º 3 do artigo 18.º que a assembleia vote a admissão de proposta que não
constem da agenda. Faz sentido, pois podem ser apresentadas propostas que
precisem de estudo e não devem ser automaticamente admitidas. Mas também faz
sentido, como aliás era prática corrente, que sejam admitidas propostas que a
Assembleia entende que pode votar – como era o caso das propostas apresentadas
pelo BE, pois já tinham sido apresentadas à Assembleia anteriormente no PAOD e
Moções que se destinam a tomadas de posição política.
Registe-se, que não se ouviu um único
argumento para a não admissão das propostas e da Moção.
4 – O precedente agora aberto é muito grave, do
ponto de vista formal e do funcionamento da AM e muito grave do ponto de vista
político e do exercício da democracia.
Comecemos pelas propostas do BE:
Proposta 1 – realização de uma Assembleia
Municipal temática sobre a descentralização de competências para os municípios
na área da educação: assunto que diz respeito à vida dos municípios, que tem
mobilizado todos os envolvidos – municípios, Associação Nacional de Municípios
Portugueses, Professores/as, sindicatos, diretores de escola, associações de
pais e encarregados de educação. Tema da atualidade política. Uma proposta para
um debate aberto, envolvendo todos, para promover o esclarecimento, não foi
admitida, sem um único argumento. Quem tem medo do debate? Quem foge do
esclarecimento? Será que se prepara alguma negociação secreta sobre esta
matéria com o Governo e depois se apresenta como facto consumado?
Proposta 2 – Realização das Assembleias
Municipais (pelo menos as ordinárias) no Auditório da Biblioteca Gustavo Pinto
Lopes para proporcionar melhores condições de trabalho aos membros da
Assembleia e para proporcionar que mais munícipes possam assistir. O BE já
tinha colocado esta proposta em AM. Foi travada a sua admissão. Porquê? Reunir
em melhores condições prejudica quem?
Proposta 3 – Divulgação dos registos áudio das
Assembleias na net e envio para o Arquivo Municipal para memória futura.
Proposta admitida e aprovada a divulgação na plataforma da extranet municipal e
envio para o arquivo municipal. O debate em volta desta proposta também merece reparo,
pois todo ele se centrou numa questão que nem devia ser colocada – a
legitimidade de divulgar o que se passa na AM, tendo o presidente em exercício
chegado a dizer que não se podia fazer gravações das sessões sem autorização.
Tudo isto é caricato. Falamos de sessões que são públicas! Portanto, a sua divulgação não está em causa.
Aliás, como bem sabemos, são feitos relatos de intervenções pelos jornais,
citados entre aspas, que só podem ter sido gravados. Ou os jornalistas estão
impedidos de entrar e fazer o seu trabalho? Ou, ainda pior, têm que pedir
autorização para fazer o seu trabalho? Numa Assembleia Municipal, numa
Assembleia de Freguesia, numa reunião pública de Câmara, na Assembleia da
República, os/as eleitos/as sabem que tudo o que fizerem e ou disserem é
público e pode ser reproduzido. A questão não está na divulgação da informação,
está no acesso a essa mesma informação. Se cidadãos ou cidadãs do concelho
decidirem dirigir-se a Câmara Municipal ou à Assembleia Municipal e pedir as
atas ou outros documentos, eles têm que ser fornecidos e se não forem esses
cidadãos/ãs dirigem-se à CADA – Comissão de Acesso aos Documentos
Administrativos e as instituições são obrigadas a fornecer e ainda pagam uma
multa por não o fazer. A questão é outra e é política e sobre transparência: deve ser facilitado o
acesso às pessoas daquilo que já é público por natureza. Aliás, convém também
dizer que em Portugal, os únicos documentos que não podem ser divulgados – a
particulares e a jornalistas – são aqueles que estão classificados como
“segredo de estado”, o que não parece ser o caso de Torres Novas.
O ridículo da questão é que as atas estão na
net, mas o registo áudio não pode estar. Pode ler, mas não pode ouvir e muito
menos ver.
Cada vez mais municípios publicam na net as
intervenções, sejam escritas, sejam em vídeo. Utilizam as novas ferramentas
para divulgar o seu trabalho, para se aproximarem das populações. Em Torres
Novas parece que vamos em sentido contrário. E depois, a maioria PS ainda se
gaba do seu lugar no ranking da transparência…
Veja-se os seguintes exemplos:
A assembleia municipal de Lisboa tem um canal
de TV próprio.
Não se trata de pedir tanto para Torres Novas,
apenas que se inicie o caminho de promover o acesso dos/as munícipes aos
documentos e atividades da Câmara e Assembleia Municipais.
De que têm medo os eleitos/as do PS? Uma das
obrigações dos eleitos/as é prestar contas do que fazem e isso passa, sem
sombra de dúvida, pelos munícipes saberem que intervenções fazem, sobre que
temas e como votam.
Por último, a Moção de solidariedade com o
povo grego. Ninguém é indiferente à situação vivida na Grécia, após as eleições
legislativas de 25 de janeiro passado. As escolhas soberanas do povo grego
ditaram uma mudança no seu país com impactos muito significativos na Europa.
Nada será como dantes. E esses impactos têm diretamente a ver com a situação do
nosso país e dos portugueses. Trata-se, no fundo, de termos uma palavra a dizer
sobre como o governo português se comporta e que posições defende no Eurogrupo
e na União Europeia. Não podemos, nem devemos ser indiferentes às posições
tomadas por Passos Coelho e Maria Luis Albuquerque, posições servilistas e
“mais alemãs do que o governo alemão”. Para o Bloco de Esquerda é muito
importante fazer este debate e ninguém deve ser afastado dele. Por isso
apresentámos uma Moção.
Infelizmente, não existiu sequer um debate
sobre a substância política das propostas, não existiu argumentos a favor ou
contra. Existiu isso sim, veto de maiorias, que tem muito pouco a ver com
democracia. Do PSD e do CDS esperava-se, pois não quer que se discuta a posição
do governo. Mas de que tem medo o PS?
Só para informação convém dizer que Moções
idênticas foram apresentadas em várias Assembleias Municipais.
APROVADAS
moções nas seguintes Assembleias Municipais:
- LOURES - 18 votos a favor (1 BE, 1 MRPPP,
16 CDU) - 11 contra (6 PSD, 1 CDS e 4 PS) e 9 abstenções PS
- ODIVELAS - 12 a favor (2 BE + 10 CDU), 14 abstenções
(PS), 8 contra (7 PSD+1 CDS)
- PORTIMÃO - 15 a favor (10 PS, 3
BE e 2 CDU), 8 contra (4 PSD e 4 CDS//MPT/PPM) e 1
abstenção da CDU, por curiosidade o líder da bancada da CDU
- LAGOS - maioria
PS, o BE tem 1 deputado municipal, aprovada, desconheço pormenores da
votação
- LISBOA - maioria PS, o BE tem 4
deputados, os 3 pontos resolutivos foram aprovados
mas com votações diferenciadas - ver link http://www.am-lisboa.pt/301500/1/002113,000026/index.htm
Foi ainda aprovada uma importante recomendação de geminação de
LISBOA com ATENAS
- ODEMIRA - 9 a favor (1 BE, 6 CDU e 2 PS),
14 abstenções (12 PS e 2 CDU) e 5 contra - 1 PSD, 1 CDS, 2
PS (incluindo a Presidente da AM) e 1 CDU!
- PONTE DE SOR - Aprovada com 3 Votos a
favor (1 do BE e 2 do PS) e 12 abstenções, 5 da CDU e 7 do PS
Moções REPROVADAS
- SALVATERRA DE MAGOS - a mesma moção
foi apresentada na Câmara e na Assembleia Municipal
AM - 10 contra (8 PS, 1 PSD, 1 MCI)
8 favor
(6 - BE, 2 CDU)
5 Abst ( 4 PS, 1 MCI)
CM - 4 Contra ( 3 PS, 1 PSD)
3 Favor (2
BE, 1 CDU)
- LEIRIA - 4 votos a
favor (1 BE, 2 PCP + 1 ???), abstenção do PS e votos contra do PSD + CDS +
alguns deputados do PS, incluindo a Presidente da AM
O Bloco de Esquerda continuará a apresentar
propostas sobre o concelho e sobre temas da vida política nacional e
internacional. O confronto de ideias e de propostas favorece a participação da
população. Não abdicamos deste direito e desta obrigação perante todos os
torrejanos e torrejanas.
Ou será que alguém suspendeu a democracia em
Torres Novas?
terça-feira, 3 de março de 2015
OPINIÃO - Guilherme Pinto - As circunstâncias e o discurso político
As circunstâncias e o discurso
político
“Eu sou eu e a minha circunstância” - Ortega e Gasset
Quando um candidato
a Primeiro-Ministro, do PS, que é oposição ao poder vigente, elogia o estado do
país perante uma assembleia de chineses, o seu discurso não deixa de refletir o
propósito menos consciente, de já se encontrar, sem cuidar de discernir que
ainda não o é, na circunstância de Primeiro-Ministro!
Quando um
secretário da Assembleia Municipal, do PS e advogado, exercendo o papel de Presidente
ao dirigir os trabalhos, ameaça de expulsão da sala o público que faz um “cochichar”
de desagrado pela forma como aquele conduz a reunião e pelo seu discurso e
atitudes menos democráticas, sem cuidar de discernir, que não está numa sala de
tribunal e muito menos na circunstância de juiz em sala de audiência!
Algo parece estar
errado no discurso de alguns políticos, que não sabendo usar, nas suas
intervenções públicas, da necessária lisura, transparência e coerência e, já
agora do que o povo chama “boa educação”, antes utilizam narrativas, desajustadas,
de desonestidade política e reveladoras de autoritarismo no exercício das suas funções!
Será que, a
afirmação de Ortega e Gasset, significa que nós somos, em todo o caso, aquilo
que resulta do somatório do meu ego e dos meus desejos (in) conscientes, com a
circunstância dos momentos que cada um está a viver?
Em todo o caso,
mantenho a minha, precisamos de novos políticos e novas atitudes políticas e
não destas que ilustrei! Como dizia Bob Marley: “São as atitudes e não as
circunstâncias que determinam o valor de cada um. O que você diz, com todo o
respeito, é apenas o que você diz.”
Há que distinguir
os planos e os discursos, e não confundi-los!
Guilherme Pinto
domingo, 1 de março de 2015
Declarações de Voto da Vereadora do BE de TN - Reunião Ordinária Privada da Câmara Municipal
Reunião Ordinária Privada da Câmara Municipal
N.º 6/15
16 de Fevereiro
Assuntos colocados pela Vereadora do BE,
Helena Pinto no PAOD
Tendo em conta que saiu um Decreto-Lei sobre a
descentralização de competências para as Câmaras Municipais, na área da
educação, saúde, segurança social e cultura e que está em curso um debate sobre
esta matéria, que tem envolvido Autarquias, Associação Nacional de Municípios
Portugueses, Partidos Políticos, Sindicatos e outros agentes sociais, julgo
pertinente que se agende um debate sobre esta matéria na Câmara Municipal. Na
opinião do BE não se trata de descentralização, mas sim de entregar às Câmaras
um conjunto de competências para as quais não estão vocacionadas e não têm os
meios adequados, levando a desresponsabilização do Governo em áreas tão
importantes como a Educação e a Saúde.
Declarações de Voto
Ponto 2 – Feira Medieval de Torres Novas de
2015 – Normas de funcionamento (ASSUNTO 96/15)
O Bloco de Esquerda considera que a Feira
Medieval se deveria realizar de dois em dois anos, como aliás propusemos em
sede de Orçamento Municipal para 2015. Esta nossa posição baseia-se na
convicção de que é necessário dar espaço e investir recursos noutro tipo de
iniciativas, nomeadamente nas festas da cidade, com programas que aliem as
diversas formas de produção artística e potenciem, também, as capacidades
locais, que são muitas e diversas.
Quanto
às taxas a praticar na Feira Medieval deve ser aplicada a política seguida pelo
Município, baseada no seu Regulamento próprio, diferenciando as entidades “com
fins lucrativos” daquelas que “não têm fins lucrativos”. A Feira Medieval é uma
iniciativa do Município e não faz sentido que seja excecionada da política
normalmente seguida.
Não concordamos com o aumento de 0,50 euros no
valor da “pulseira”, comprada previamente e que dá acesso a todos os dias da
Feira. Este aumento está em contra ciclo com os resultados da última edição da
Feira no que diz respeito à venda de pulseiras. Proponho que se mantenha o
mesmo preço do ano passado.
32 – RESITEJO – Associação de Gestão e
Tratamento dos Lixos do Médio Tejo – Ata da Assembleia Geral de 30 de Dezembro
de 2014 (ASSUNTO97/15)
O BE tomou conhecimento desta Ata, mas não
pode deixar de manifestar a sua preocupação pela situação da Resitejo e pelo
seu futuro. Rejeitando a abertura a privados desta Associação inter-municipal,
entendemos que a Câmara Municipal deve ter uma posição mais ativa na sua gestão
e na sua estratégia. Por isso proponho que se realize, a curto prazo, um debate
sobre a estratégia da Câmara Municipal na Resitejo.
Pontos 35, 36 e 37 – Prestações de serviços
Mais uma vez, reafirmamos a nossa posição
sobre a “aquisição de serviços” para garantir as atividades da
ex-Turrisespaços. A Câmara Municipal tem que definir quais os serviços
necessários e como a Câmara os pode garantir, assim como a integração destes
serviços na estrutura da Câmara Municipal. O recurso a “prestações de serviços”
entende-se na fase de transição, mas não pode ser a política da Câmara para o
futuro.
42 – Limpeza, transporte e tratamento do
conteúdo de fossas sépticas particulares (ASSUNTO 99/15)
Compreendendo a necessidade de cumprimento da
legislação sobre esta matéria e a sua importância ambiental e para a saúde
pública, não podemos deixar de chamar a atenção para o aumento brutal das
tarifas, que passarão para mais do dobro, com a agravante do tarifário social
da Águas do Ribatejo, neste aspeto concreto, ser muito insuficiente.
Proponho, que em conjunto com as Juntas de Freguesia
se veja, caso a caso, de forma a aferir o impacto do aumento das tarifas. O
número de situações no concelho (200) justifica esta iniciativa, que sustentará
uma possível intervenção junto da Águas do Ribatejo.
A Vereadora do BE
Helena Pinto
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