Bloco de Esquerda de Torres Novas no FB
terça-feira, 25 de agosto de 2015
quinta-feira, 23 de julho de 2015
O rio Almonda, esse sacrificado.- Crónica de António Gomes
O rio
Almonda, esse sacrificado.
Os jornais, as redes sociais
têm dado conta de mais alguns atentados, crimes ambientais contra o rio
Almonda.
Se os prevaricadores
tivessem vergonha na cara e um pouco de responsabilidade ambiental a coisa
poderia ser diferente, mas não têm.
Estes crimes vão continuar e
vão aumentar, não nos enganemos, porque não há vergonha, não há
responsabilidade, não há fiscalização e os interesses falam mais alto.
Deve-se dizer, têm contado
com a complacência das autoridades, ou porque têm licenças com parâmetros de
tal maneira largos e mesmo assim não as cumprem ou simplesmente não existem
vistorias.
A remodelação das ETAR (estação
de tratamento de aguas residuais) de Riachos e de Torres Novas, custaram ao
erário publico mais de 10 milhões de euros e essas obras, esses milhões são
para alterar radicalmente o tipo de resíduos lançados no meio ambiente. Este é
o ganho de tal remodelação, dentro de muito pouco tempo este resultado tem de
estar à vista, ou devia estar à vista.
A empresa gestora das ETAR,
Àguas do Ribatejo, escreveu atempadamente, “o tipo de resíduos industriais,
para entrarem nas ETAR, têm de cumprir determinados parâmetros”, ou seja tem de
haver um pré-tratamento da responsabilidade das fábricas e só depois é que podem
ser descarregados na ETAR pública.
Se isto não for cumprido de
nada valeu a pena tais investimentos. Mais milhões para o lixo.
Estou em querer que isso não
vai acontecer, não pode acontecer, a Águas do Ribatejo já “tamponou” a conduta
de descarga da empresa Oleotorres, onde estão agora a ser lançados tais
esgotos? Coisa que as entidades fiscalizadoras têm de verificar, como se impõe.
A ribeira do Serradinho ou
da Boa Água não é conduta de esgotos privados de ninguém, são cursos de água
públicos e assim devem ser respeitados.
O BE entregou na CM uma
proposta bem simples para resolver este caso, a Fabrioleo (e outros) têm de
fazer o pré-tratamento adequado e transportá-lo até à ETAR pública e pagar as
respetivas taxas como qualquer cidadão paga. A câmara municipal deve ter uma
atitude pró ativa nesta situação.
O problema só terá solução
definitiva, quando o poder político (PS há mais de 20 anos na autarquia
torrejana) perceber que o rio Almonda pode ser um fator de desenvolvimento para
o concelho.
O PS, mais alguns
presidentes de junta de freguesia (com a sua maioria absoluta) impediu a
assembleia municipal de condenar tais atos, devia explicar às pessoas porque
não quer resolver o grave problema. Que compromissos tem o PS de Torres Novas
que o impede de tomar posição?
O rio Almonda ainda tem
muitos amigos, não lhe podemos faltar.
Antonio Gomes
A intervenção na Assembleia Municipal sobre o orçamento retificativo.
Boa noite a todos e a todas
Senhor presidente, senhores e senhoras vereadoras,
senhor presidente da A. Municipal, caros autarcas, senhores e senhoras
Senhor presidente, o senhor apresenta-nos um orçamento
do lado da receita com 39 alterações para os reforços e 9 alterações para as
reduções.
3 092 000 euros de reforços e 2 659 000 euros de
reduções um saldo de 433 000 euros.
Apresenta-nos um orçamento do lado da despesa com 42
alterações do lado dos reforços e 27 alterações do lado das reduções.
1 974 000 euros de reforços e 1 540 000 euros de
reduções, um saldo de 433 000 euros, este é o resumo da alteração orçamental
agora proposto, 433 000 euros.
Mas convém percebermos as alterações agora
introduzidas para sabermos com o rigor possível o que é que está em jogo:
Na rubrica
das receitas,
menos 347
000 euros de receita de IMI, o que é que aconteceu? A previsão
apresentada no final do ano passado estava errada? As informações prestadas
pela administração central tinham erros? A assembleia municipal foi enganada apresentaram-lhe
as previsões erradas? Lembro aqui que a
CM contratou um consultor fiscal a propósito da receita do IMI. Lembro também
que os números que a CM enviou recentemente para o tribunal de contas são
diversos dos apresentados em sede de orçamento, começa a haver alguma
trapalhada à volta do IMI que deve ser esclarecida com todo o rigor.
Tem de haver uma explicação para isto.
Menos 224
000 euros na taxa dos resíduos sólidos, o senhor deu ouvidos à
oposição, ao BE, porque era preciso ter sensibilidade social, face à carga
fiscal que o governo impôs aos portugueses e portuguesas? já agora vai manter
essa atitude até ao fim ou o PS prepara-se para aumentar essa taxa?
Menos 413
000 euros de transferência de capital, devia ser melhor
explicado e não arrumar com esta verba no ponto de “outros”, que só dificulta a
interpretação, embora saibamos que menos transferência de capital significa
menos obras.
Menos 1 544
000 do FEDER, explique lá senhor presidente como é que estas
previsões falham tanto?
Na rubrica
de despesas
existem
reforços de 150 000 euros classificados como “outros” mais
uma vez, julgo que poderá ser para processos judiciais, pedia ao sr presidente
que explicitasse melhor esta verba, o que é que a assembleia municipal devia
saber e não sabe.
Reforços de
143 000 euros mais uma vez na classificação de “outros” no ponto 07.
Este dinheiro é para quê?
Reforços de
190 000 euros para equipamento informático, não era previsível no início
do ano esta despesa, julgo que sim?
Mais 68 250
euros de outros investimentos, a que se destinam? class. 07
Mais 717
000 euros para viadutos e arruamentos, pergunto é a
declaração de voto do senhor presidente que justifica esta verba? Se é porque
não vem justificado nos documentos oficiais?
Mais 350
000 euros para viação rural, também é justificado pela
declaração do senhor presidente?
Na mesma
rubrica mas nas reduções.
1 255 000
euros na instalação de serviços, será certamente o convento do
Carmo, então temos de concluir que a alteração imposta pelo tribunal de contas
poupou à Cm 1 255 000 euros, é muito dinheiro, ou seja o executivo do PS com a
fúria de entregar a empreitada à construtora do Lena não se importava de largar
uma quantia avultada, não falando na indemnização que a mesma pedia e pede.
O senhor presidente escreveu na declaração de voto que
o PPI tem um reforço de 1 695 000 euros mas logo a seguir afirma que passa de 4
461 000 para 4 871 000, ou seja mais 410 000 euros, o reforço de 1 695 000
afinal são 410 000 euros.
A lista de
obras
Finalmente temos uma lista de obras plasmada na
declaração de voto do senhor presidente, ainda bem.
A lista deve existir, assim é mais fácil a esta
assembleia cumprir a sua obrigação, fiscalizar.
Mas senhor presidente, senhores autarcas do PS a meio
do ano trazer uma lista de obras com 28 itens, todos importantes, sendo que
falta o rio Almonda, embora lá esteja o ambiente, mas não é a mesma coisa,
dizia eu esta lista é mesmo para encher o ego.
Este orçamento retificativo tinha tudo para dar certo,
2 945 000 euros do saldo de gerência, mais 1 255 00 euros que sobram do
convento do Carmo perfaz 4 200 000 euros, é dinheiro convenhamos, só que a contabilidade é mais dura que os nossos desejos,
433 000 euros é quanto o senhor tem para acrescentar, se entretanto as receitas
correntes não lhe pregarem uma partida, esperemos que não.
O senhor presidente comporta-se como um homem avisado,
escreveu, enviou recados a todos os serviços para contenção da despesa e rigor
na arrecadação da receita, fez bem, um homem avisado vale por dois.
Mas não deixa de ser um sinal que preocupa o BE, o que
é que ai vem.
O que é que ainda pode vir até final do anp?
O Sr. presidente dá garantias sobre a execução deste
orçamento?
14 de julho de 2015
Antonio Gomes
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Conferência de imprensa - Orçamento Participativo - É mesmo para participar!
Conferência de imprensa
Nos próximos meses, a população do concelho de Torres Novas vai ser
chamada a participar pela primeira vez na elaboração do Orçamento Municipal.
No início deste ano o Bloco de Esquerda apresentou uma proposta ao
Executivo Municipal para que o Orçamento Participativo começasse a ser
implementado no ano de 2016.
A proposta foi aprovada por unanimidade.
O Orçamento Participativo é um processo democrático de co-decisão sobre
o principal instrumento da política local – o orçamento municipal. Nasceu na
América Latina e hoje é praticado em muitos municípios do Mundo, assim como em
muitos municípios no nosso País.
O BE apresentou esta proposta na Câmara Municipal, um dos nossos
compromissos eleitorais, porque defendemos a democracia participativa e
entendemos que se devem utilizar todos os instrumentos que aproximem os
cidadãos e cidadãs do exercício da política e promover a sua participação nas
escolhas sobre projetos a realizar.
Não se trata de retirar legitimidade aos que foram eleitos para os
órgãos autárquicos. A sua legitimidade e poder de decisão mantêm-se. Trata-se
sim, de um novo patamar na forma de fazer política. Os e as eleitas “abrem mão”
do exclusivo da decisão e encetam um processo de co-decisão, promovendo o
debate sobre as escolhas para o concelho e aceitando o veredito popular
expresso em votação direta.
É comum dizer que a política local é aquela que está mais próxima dos
cidadãos e cidadãs. Mas a proximidade não tem a ver simplesmente com o facto de
tratar os problemas da nossa rua, da nossa freguesia ou da nossa cidade. A
proximidade só será real se envolver munícipes e fregueses, dando-lhes a
palavra e a decisão. Também, só assim se promove a transparência.
Consideramos, pois, que a decisão de encetar o processo do Orçamento
Participativo, é uma mais-valia para a cidadania e para a democracia em Torres
Novas.
Foram também já aprovados em reunião de Câmara os documentos que
enquadram o Orçamento Participativo para o próximo ano – A Carta de Princípios
e as Normas de Participação para o ano de 2016.
O BE contribuiu com muitas sugestões e consideramos que os documentos
apresentados criam as condições para o desenvolvimento do processo.
Congratulamo-nos em especial com a aprovação do voto a partir dos 16
anos, o que permitirá que a juventude participe com ideias, mas também com o
voto.
A Carta de Princípios e as Normas de Participação foram aprovadas com a
abstenção da CDU.
2016 será o primeiro ano do Orçamento Participativo. É, portanto, um
desafio, que autarcas e população devem agarrar com as duas mãos.
Provavelmente vai ter limitações, a começar pela verba destinada aos
projetos. Provavelmente nem tudo correrá como previsto….
Não esperamos facilidades, mas aceitamos o desafio de construir a
democracia em conjunto com a população. Ficar parado não é a nossa forma de
estar na autarquia e temos muita confiança nas ideias, nos projetos, nos
contributos, que sabemos os cidadãos e cidadãs do nosso concelho têm. Em muitas
situações apenas falta o espaço e o apoio para serem concretizados. O Orçamento
Participativo pode e deve ser esse espaço.
O Orçamento Participativo será implementado em todas as freguesias,
nenhuma ficará para trás. É também um
processo transparente, pois os cidadãos e cidadãs acompanham todas as fases do
processo, onde o Executivo Municipal prestará contas.
Terminado o processo para o ano de 2016, será feita uma avaliação,
também ela participada pelos cidadãs e cidadãs, que visa, melhorar e ampliar o
processo do ano seguinte, o que é uma garantia da dinâmica que se pretende
criar e que não se fecha entre as quatro paredes da Câmara Municipal.
O BE apela:
À participação de todos e todas neste processo.
À apresentação de projetos e ideias, com a certeza que nada se perderá.
Mesmo as ideias que não se consigam transformar em projetos este ano, poderão
ser aproveitadas para o ano seguinte ou para outras iniciativas da Câmara.
Neste sentido o BE apresentará na Câmara Municipal um Plano para que a
divulgação do Orçamento Participativo junto da população, envolvendo as Juntas
de Freguesia e as diversas associações, que passará também por um sítio na net,
cartazes e folhetos distribuídos amplamente, a ter início o mais rapidamente
possível.
Torres Novas, 25 de maio de 2015
Bloco de Esquerda de Torres Novas
terça-feira, 26 de maio de 2015
sábado, 25 de abril de 2015
Tânia Prezado - 25 de ABRIL 2015 - Discurso do BE de TORRES NOVAS
Sr.
Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas,
Sr.
Presidente da Assembleia Municipal de Torres Novas,
Representantes
das entidades oficiais,
Autarcas
de Torres Novas,
Torrejanos
e Torrejanas
Logo nos primeiros documentos de
intenção, os militares de Abril afirmavam o seu propósito de restituir a
dignidade ao POVO PORTUGUÊS.
Era esta a intenção que os motivava.
Foi esta a força que os determinou e a
razão pela qual não devemos deixar que esta luta tenha sido em vão.
41 anos passados, são estes os valores
que nos movem: LIBERDADE, IGUALDADE E DEMOCRACIA
LIBERDADE, fundamental para a
dignidade humana e indissociável da livre expressão da luta por uma sociedade
fraterna.
Quando os nossos pensionistas, homens
e mulheres com vidas de sacrifício, que toda a vida trabalharam para terem um
descanso merecido, veem agora negado esse direito, através dos constantes
cortes nas suas pensões, único meio de subsistência e o único capaz de lhes
garantir dignidade nos seus últimos anos de vida.
Liberdade... sim, aquela que os nossos
jovens têm, e que com ela e por ela, escolhem sair deste país à procura de uma
vida digna, mas longe da terra que os viu nascer, das suas famílias, muitas
vezes dos seus filhos.
Este País agora dá-lhes cada vez mais
desemprego ou, em alternativa, trabalho precário e sem condições dignas, onde o
povo se sujeita a qualquer coisa para conseguir sobreviver.
Somos agora o país da Europa que teve o maior aumento da taxa de risco de pobreza
e exclusão social.
Portugal tem hoje cerca de 25% da população em situação de
pobreza.
Aquela
pobreza dos relatos de um tempo em que uma sardinha dava para alimentar os
filhos, porque os pais não comiam...
O País da fome de então, é agora o
País onde aumenta a procura e o recurso ao Banco Alimentar, ou os casos em que
a única refeição das crianças é a que comem nas escolas.
IGUALDADE de direitos, na construção
de um futuro melhor onde a justiça e a solidariedade sejam uma prática não
discriminatória. Justiça e solidariedade, onde os direitos são iguais para
todos.
A saúde só está ao alcance de quem a
pode comprar, porque o povo, esse, não tem acesso e espera, espera pelas
consultas ou nas urgências dos hospitais.
Direitos iguais para homens e
mulheres, as quais provavelmente só daqui a 70 anos alcançarão a igualdade
salarial.
São mulheres, esposas, trabalhadoras e
mães e irmãs e filhas, que 41 anos depois de Abril, ainda têm de espremer as
mamas para comprovar a sua maternidade. Indignação!!!!!
Justiça social para compreender o
caminho para a igualdade de géneros…
Uma prática sem discriminação, onde
casais homossexuais possam adotar em pleno, em benefício do direito à família e
ao amor.
Justiça para com os trabalhadores e
trabalhadoras que têm sentido o aumento do
número de horas de trabalho, vendo os seus salários serem legalmente roubados.
DEMOCRACIA, com um regime político
onde a realização de eleições livres deve assegurar alternativas políticas
capazes de garantir os direitos inscritos na Constituição da República.
Faz hoje 40 anos que foi eleita
democraticamente, a Assembleia Constituinte, que um ano depois, aprovava a
nossa Constituição da República Portuguesa.
91% dos eleitores e eleitoras foram às
urnas. É esta participação que esta democracia precisa, 41 anos depois.
Quantas vezes vemos os direitos
fundamentais ali consagrados, serem violados pelos Senhores que a deveriam
cumprir, mas que optam por a desrespeitar?
Democracia por uma política autárquica
que respeite os seus munícipes, ouvindo-os, que promova o debate, que procure
alternativas em prol de um caminho de prosperidade, para que desta forma todos
se sintam respeitados na sua diferença, com direito a ela, pelo respeito e
defesa das minoria.
Democracia por uma sociedade mais
justa e solidária, assente nos valores de Abril, fundamental para garantir uma
vida melhor para todos os munícipes, para todo um povo.
Este povo que anseia por justiça, um pilar
básico da democracia e não o que temos hoje, uma justiça para ricos e outra
para pobres, onde os ricos têm passado impunes.
Terá sido por acaso que a palavra
escolhida pelos Portugueses para o ano 2014, foi Corrupção? É evidente que não!
Nas últimas eleições autárquicas,
integrei uma equipa coesa e dinâmica, que atua na atividade política do nosso
concelho, com o acompanhamento às situações que nos colocam, escutando os
munícipes, criando diálogos, denunciando necessidades e injustiças, participando
na análise crítica da realidade social e cultural, e propondo soluções
pertinentes e sustentáveis, seja no orçamento participativo, ou no caminho para
a reabilitação do centro histórico, seja numa solução para o problema criado
com o contrato de concessão do Parque Almonda, ou numa gestão criteriosa para a
cultura, tendo sempre presente que o concelho é constituído por 10 freguesias.
É a forma como vemos a democracia, viva e participada!
A intenção do governo de passar
responsabilidades na área da educação, da saúde, da segurança social e da
cultura, para a esfera das autarquias, não é descentralizar mas significa sim a
desresponsabilização do estado e o desmantelamento de políticas públicas
coerentes,.. e é o início da privatização destes serviços públicos.
Não é por acaso que o recente
Congresso da Associação Nacional de Municípios, rejeitou esta proposta do
Governo.
Antes de terminar, permitam-me
registar aqui, com profunda mágoa a tragédia que se vive no Mar Mediterrâneo. A
pergunta que tem de ser feita, a cada um de nós, mas sobretudo aos responsáveis
da União Europeia, é quanto vale uma Vida Humana?
A União Europeia, tem que encontrar a
solução para todos os que fogem à miséria e à Guerra!
Há 41 anos fez-se e iniciou-se uma
luta que transformou um País… uma luta que não conheci, uma luta que espero por
ela, tal como todo este povo que todos os dias se debate para conseguir uma vida
melhor.
A vida pela qual aqueles militares
afirmavam o seu propósito e à qual o povo se juntou… Aquele povo, e este povo,
O POVO PORTUGUÊS, que não é banqueiro, nem administrador de topo e que não
esquece, nem ontem, nem amanhã, nem nunca!
Este povo, aquele povo que espera que
Tu - 25 de Abril Chegues de Novo!
Nas palavras de Sophia “Esta é a
Madrugada que eu esperava, o Dia inicial, inteiro e Limpo”!
VIVA O 25 DE ABRIL E A LIBERDADE!
Tânia Prezado
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Praça do Peixe - Crónica de António Gomes

Praça do
Peixe
A Praça do Peixe, com
uma localização privilegiada no centro histórico da cidade, tem as obras de
remodelação concluídas, pesem embora os atrasos verificados.
Importa agora
encontrar a melhor ou melhores soluções para dar uso àquele espaço. Talvez não
fosse má ideia começar por ouvir o povo, dentro daquela perspetiva da ARU (Área
de Reabilitação Urbana), de consulta pública para a reabilitação do Centro Histórico.
Qualquer decisão
terá sempre de ter em conta a situação atual do centro da cidade, ou seja o
despovoamento puro e duro, a ausência de moradores numa vasta área territorial
no coração da cidade.
De facto, esta
situação em que a reabilitação dos espaços comuns e disponíveis para atividades
não está enquadrada na recuperação urbana e habitacional do Centro Histórico é
uma herança que cria uma contradição que tem que ser resolvida no âmbito de um
projeto de reabilitação que englobe as várias vertentes e não se limite a agir
por partes.
A Praça do Peixe
tem de ser útil para a comunidade, tem de servir a cidadania. A aplicação dos
dinheiros públicos são para isso mesmo, são para usufruto do povo.
Nesta perspetiva
julgo, que todas as atividades cabem naquele espaço, do teatro ao rancho, do
debate à tertúlia, da gastronomia ao artesanato, da música à exposição, das
expressões artísticas mais tradicionais à expressão da arte alternativa, tudo
pode atrair gente ao centro histórico. E o centro, estou certo, tudo acolherá.
Apenas com uma
condição: só as atividades com fins
lucrativos deverão ficar sujeitas a algum pagamento pela sua utilização.
Antonio Gomes
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