quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Reunião de Câmara Municipal extraordinária privada - 30/11/2015 - Dec. Voto BE














Reunião de Câmara Municipal extraordinária privada

30 de Novembro de 2015

Declarações de Voto

1 – Áreas de Regeneração Urbana / PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano – Ponto da situação (ASSUNTO 627/15)

Tratou-se de um ponto informativo, sobre o PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, que é parte integrante de uma candidatura a fundos comunitários, a que a vereação no seu conjunto é alheia, pois este Plano, embora estratégico, não foi nem apresentado e muito menos votado pela vereação. Criticamos este facto do ponto de vista político, pois não se entende porque é que a maioria socialista decidiu interromper abruptamente um caminho que se tinha iniciado com o debate e decisão sobre as ARU. Este debate partia do princípio de que toda a vereação assumiu a centralidade da regeneração urbana para o desenvolvimento de Torres Novas e levou a que as ARU fossem votadas por unanimidade.

O PEDU inclui uma análise da situação e um conjunto de opções para a reabilitação da cidade, concretizando essas medidas e quantificando o seu valor. Não é um documento qualquer. É um Plano e como tal deveria ter sido votado na Câmara. Temos até sérias dúvidas sobre a sua legalidade, visto que não assenta em nenhuma decisão.

Outro aspeto que questionamos prende-se com o facto de ter sido realizado um ajuste direto com a empresa Augusto Mateus e Associados para a elaboração deste documento, no entanto não se conhecem os documentos elaborados. Sabemos sim, que grande parte do trabalho se sustenta nos documentos de caracterização das ARU e até no documento de estratégia torresnovas.pt, cuja vigência termina dentro de dias, como foi afirmado pelo Senhor Presidente. Aliás o Senhor Presidente sintetizou bem este processo ao afirmar que “é a nossa perspetiva que está no PEDU”.

Sem prejuízo de uma análise mais aprofundada do que nos foi apresentado, desde já diremos que acompanhamos algumas medidas preconizadas e questionamos outras. Mas existe um aspeto que desde já queremos deixar aqui referenciado – o Convento do Carmo: já não restam dúvidas sobre o facto da candidatura apresentada ao anterior quadro de apoios comunitários para a reabilitação do Convento de Carmo, não contemplar que este se destinava aos Paços do Concelho, mas sim a um equipamento cultural. Pode-se considerar a “mentira do século”. Existem centenas de provas sobre o que foi dito – o Convento do Carmo acolheria os serviços da Câmara Municipal – atas de reuniões de Câmara, manchetes em jornais, discursos vários, até se chegou a discutir o que fazer do local onde hoje se encontra instalada a Câmara e pelos vistos continuará a estar nos próximos anos.

Mas, ficámos também a saber outra coisa: devido aos sucessivos “deslizamentos da obra” desperdiçou-se, pelo menos e nesta fase (pois há prejuízos anteriores), 1 milhão de euros que não vão ser aproveitados devido aos atrasos constantes da obra. E à cautela já consta no PEDU 1 milhão de euros para o Convento do Carmo. Ou seja, este dinheiro poderia ser aproveitado para outras obras não fosse a má gestão desta obra. E a história não termina por aqui.

Por último referir que foram aprovadas pela Câmara Municipal as ARU de Lapas e Riachos. O documento para o seu enquadramento deve pois ser considerado uma prioridade por parte dos serviços. A Assembleia de Freguesia de Riachos, que reúne esta semana, vai debater contributos para a caracterização da ARU de Riachos, que devem ser levados em consideração.

2 – Atribuição de galardões honoríficos (ASSUNTO 612/15)

Sobre esta matéria, o BE exprime a seguinte opinião: trata-se de um tema sensível, pois envolve a avaliação de pessoas ou instituições, distinguindo-se algumas, mas existindo sempre o risco de esquecer-se outras e de  se cometerem injustiças. Por outro lado, as opções sobre quem distinguir serão sempre interpretadas como sinais expressos pela Câmara Municipal, no exato contexto em que acontecem. Entendemos que não se deve banalizar a atribuição de medalhas de mérito, devendo elas ser obrigatoriamente atribuídas com base num curriculum sustentado e sólido de quem é agraciado nas diversas áreas e obedecendo a critérios objetivos, no respeito rigoroso pelo espírito e pela letra do regulamento que enquadra a atribuição destas distinções. Trata-se de distinções do Município e, como tal, todos os torrejanos e torrejanas nelas se devem rever. A pluralidade democrática é aqui essencial: não se trata de unanimidade, mas sim de respeito pela pluralidade e da recusa de exclusões de qualquer tipo, condição essencial para se alcançar os consensos possíveis numa matéria sensível.

6 - Proposta de ponderações para apoios na área da cultura – Complemento ao Regulamento Municipal de Apoio ao Associativismo (ASSUNTO 542/15

O BE vota a favor porque as alterações agora introduzidas permitem uma avaliação mais objetiva e sobretudo maior transparência nos apoios atribuídos. A carteira municipal de espetáculos, sobretudo como contrapartida ao apoio recebido, deve ser revista na perspetiva da adesão ser voluntária, pois a verba do apoio não justifica esta obrigatoriedade.

8 – Atividades de Tempos Livres 2015/2016 – proposta de normas de funcionamento (ASSUNTO 606/15)

O BE considera que as atividades de tempos livres são um serviço público e não entende porque se decide agora penalizar as crianças das famílias mais pobres, introduzindo o pagamento de 2,5 euros ao escalão 1, que deve ser gratuito. Não colhe o argumento do combate ao absentismo, ate porque não nos é dada informação de quantas crianças não puderam aceder a este serviço. Tendo em consideração que as crianças têm que levar de casa o lanche da manhã e da tarde e que as saídas são da responsabilidade dos pais e mães, facilmente se percebe que as crianças cujas famílias têm mais dificuldades financeiras vão ser afastadas das atividades de tempos livres. A penalização não serve de nada neste caso e muito menos é justo penalizar as crianças, privando-as deste serviço, por motivos que lhe são alheios, como é o caso do absentismo. É nestas políticas concretas que verificamos o empenho no apoio às famílias. O BE vota contra esta medida.

 

9 – COPALCIS – Companhia Portuguesa de Apoio a Cisternas e Representações – regularização de muros de vedação e suporte (ASSUNTO 587/15)

O BE vota contra, pois não existe motivo expresso nas informações dos serviços para não considerar a reconstrução do “muro” obedecendo às normas em vigor. O “muro” não obedece às normas e foi construído sem autorização. Se continuarmos a agir desta forma estaremos a dizer que se construa de forma ilegal, que depois a Câmara legaliza.

A Vereadora do BE

Helena Pinto

 

 

                                                                                                                               

Reunião de Câmara Municipal extraordinária privada - Declaração Voto BE


 

27 de Novembro de 2015

Declarações de Voto

1 – 2.ª Revisão ao orçamento da receita; 2.ª revisão ao orçamento da despesa; 2.ª revisão ao Plano Plurianual de Investimento; 2.ª revisão do Plano de Atividades Municipais (ASSUNTO 604/15)

Os fundamentos que determinam esta revisão orçamental são claros e bem expressos nos documentos elaborados pelos serviços:

- antecipação da amortização de empréstimos dando cumprimento ao estipulado na Lei do Orçamento de Estado , medida que consideramos injusta, mas que decorre da Lei, obrigando o Município a concretizá-la;

- deslizamento da execução das obras para 2016, o que revela incapacidade da Câmara Municipal e no caso da obra da Av. João Paulo II, as dificuldades em obter o visto prévio do Tribunal de Contas, pois foi uma opção errada.

- acomodar a verba para a aquisição do terreno para o futuro quartel dos bombeiros

- acomodar o pagamento da indemnização à Construtora LENA, fruto do acordo assumido pelo Presidente da Câmara.

O BE não acompanha as opções políticas que determinam estas alterações, nomeadamente no que diz respeito ao deslizamento das obras para 2016 e ao pagamento da indemnização à Construtora LENA, por isso votamos contra.

3 – Documentos Previsionais para o ano de 2016 – Ajustamento (ASSUNTO 570/15)

A posição do BE, sobre os documentos previsionais para 2016 está expressa na declaração de voto. Os “ajustamentos” agora apresentados surgem, em grande parte, devido ao facto do valor de “financiamento não definido” estar absolutamente desproporcional em relação ao “financiamento definido” e todo concentrado no mesmo ano (2016), para além de não ser dada informação sobre a fonte de financiamento desse mesmo financiamento.

O BE criticou esta situação. Verificamos agora que o “financiamento não definido” baixou de 10.759.516 euros para 6.523.413 euros, sendo a diferença distribuída pelos anos seguintes, sobretudo em rubricas de obras. No entanto não se percebe o critério que fez deslizar o financiamento destas obras para os anos seguintes e porque algumas baixam de valor e outras sobrem de valor. Ficam aqui apenas alguns exemplos:

(n.º projecto)+(designação da obra)+(ano previsto)

2008/219 – Rotunda do Cerejal – 2017; 2012/90 – Nova via de acesso C. Esc. Olaia – 2018 e 2019; 2012/97 R. 1.º Dezembro e envolvente do Castelo – 2017; 2014/80 Qt.ª Pega – 2018; 2015/99 Cç António Nunes – 2017 – reduz de 75.000 euros para 35.000; 2015/139 Casais de Igreja – 2017 – reduz de 50.000 para 20.000 euros; 2016/23 Pavimentações – 2017 reduz de 270.000 para 200.000 euros; 2016/23-4 Betuminoso – 2017 – reduz de 77.500 para 17.500; 2014/112 Musealização das Torres – aumenta de 340.000 para 400.000 e continua a não haver referência à fonte de financiamento; 2016/14 Aquisição de equipamentos – 2017 – reduz de 137.500 para 30.000; 2014/33 Oficinas e armazém da CM – 2017 e 2018.

Por outro lado, todas as obras previstas no PEDU, que já foi candidatado aos fundos comunitários, sem decisão camarária, aparecem em branco, não se percebendo porquê.

Estes “ajustamentos” agora introduzidos ao Orçamento Municipal para 2016 não mudam nada, tornam, talvez, mais claro, que existem muitas obras inscritas, que a maioria socialista não tenciona executar, pois empurra-as para a frente, inclusive para datas fora do mandato desta vereação.

E também sabemos a razão para tal acontecer – o pagamento da indemnização à Construtora LENA concentrado num só ano. São opções, opções políticas, com as quais discordamos em absoluto. O voto do BE é um voto contra.

 

4 – Plano de Saneamento Financeiro/PAEL – Atualização (ASSUNTO 609/15

A atualização do Plano de Saneamento Financeiro é uma necessidade, aliás várias vezes referenciada nos relatórios trimestrais de acompanhamento e execução do Plano de Saneamento Financeiro e Ajustamento Financeiro do Município. O documento elaborado pelos serviços é um bom documento, factual, bem elaborado tecnicamente que nos permite uma visão alargada sobre a situação financeira do Município. E estão lá bem claros os grandes constrangimentos. Em primeiro lugar o serviço da dívida, que significa 13,6% da receita até 2018, sendo que só em 2026 se pagará a dívida, se as coisas correrem como previsto. Em segundo lugar a pouca disponibilidade para investimento, que se situa nos 1,3 milhões de euros, deixando pouca ou nenhuma margem para investimentos fora dos fundos comunitários e mesmo assim reduzido.

No documento é também claro sobre a redução de pessoal a que o Município tem vindo a ser sujeito, fruto das políticas do anterior governo, assim como o peso dos impostos diretos pagos pelos/as munícipes que, em parte, não podem ser investidos e são obrigatoriamente alocados ao pagamento da dívida.

Não é uma situação fácil. Mas não podemos deixar de apontar as responsabilidades a quem conduziu o Município nos últimos anos, criou a dívida e fez as opções políticas que a determinaram. E são as opções políticas presentes neste documento que nos levam a votar contra. A primeira tem a ver com a realização de mais um empréstimo (600.000 euros) que tem por destino o pagamento da indemnização à Construtora LENA todo ele concentrado em 2015 e 2016. A segunda tem a ver com a previsão de 180 mil euros de receita oriunda do Parque Almonda e de mais 702 lugares de estacionamento na cidade. Ou seja tudo ficará taxado e nem sequer sabemos como se chegou a este valor de receita, que, como é facilmente verificável, é muitíssimo exagerado, até tendo em conta que o parqueamento será gratuito nos próximos 6 meses, no mínimo.

É ainda de sublinhar a necessidade apontada no documento sobre a alteração da forma jurídica da Resitejo, para a qual o BE tem alertado e a ausência de medidas no campo da eficiência energética. Quanto ao orçamento base zero é preciso otimizar as medidas já tomadas. Tendo em conta o valor dos processos pendentes em Tribunal justifica-se que o advogado da Câmara faça uma exposição à Vereação sobre as matérias em causa.

5 – Sistema de Transportes Urbanos Torrejanos/Concurso Público Internacional (ASSUNTO 618/15)

Quanto a este assunto há um primeiro problema que urge resolver: o contrato termina a 31 de Dezembro de 2015 e a abertura do Concurso ainda nem sequer teve lugar e, as previsões apontam para a sua conclusão nunca antes de Junho 2016.

Tudo indica que, para que os transportes não deixem de funcionar, se vai realizar um “ajuste direto” com a empresa que neste momento detém o contrato. Mais um ajuste direto. Penso que deve ser dada uma resposta à questão: porque é que deixámos esta situação chegar a este ponto?

O BE entende que se deve fazer uma análise rigorosa do serviço de transporte e ir mais além no novo concurso, melhorando o serviço público de transporte coletivo em Torres Novas, nomeadamente nos seguintes aspetos:

- coordenação dos horários com outros modos de transporte;

- ajustamentos aos percursos;

- coordenação com outros transportes municipais;

- equipamentos eficientes do ponto de vista ambiental.

Ficam aqui alguns reparos e sugestões ao Caderno de Encargos apresentado:

Artigo 3.º - Prazo - alteração das datas, devem constar as datas reais.

Artigo 4.º c) – Obrigações principais do prestador de serviços – deve ser acrescentado, “sem custos para o utilizador”

Artigo 8.º n.º 3 – Preço contratual – explicitação dos cálculos do valor do contrato, nomeadamente do valor por km.

Artigo 14.º - Modificações objetivas do contrato - Retirar o arbitral, está em contradição com o artigo 17.ª

 

Artigo 23.º - Meios rolantes necessários - Encontrar outro tipo de redação para que fique absolutamente claro se os circuitos são realizados por uma ou por duas viaturas.

 

Artigo 31.º n.º 6 – Outras condições  – Insuficiente. Devia existir uma margem para possíveis alterações, definitivas ou pontuais, sem acréscimo de custos – ex: o caso de Casais Castelos e a realização de eventos, etc.

 

A Vereadora do BE

Helena Pinto

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A Floresta (por Teresina Paz) Recomendações BE de Torres Novas - Assembleia Municipal Extraordinária - AMBIENTE


 
A revogação de legislação florestal existente e a aprovação do decreto-lei 96/2013 veio, desregular atividades com elevados impactos sobre os recursos naturais, como o solo, floresta autóctone e água e, ao mesmo tempo, veio favorecer os interesses da indústria das celuloses.

Este decreto tem vindo a suscitar muitas críticas, tendo mesmo organizações ambientalistas afirmado que o mesmo põe em causa os vários planos estratégicos de importância decisiva para o futuro do país, sublinhando ainda que o decreto retira competências aos Municípios, ao nível do ordenamento do seu território florestal, o que é incompatível com as suas obrigações no que diz respeito à Defesa da Floresta Contra Incêndios.

Posto isto, sabemos que hoje Portugal tem a menor área pública florestal da Europa, a maior área de eucaliptal da Europa e é o país com maior área ardida da Europa. Podemos afirmar que não existe qualquer relação entre estes factos?

Vamos a factos:

  • A liberalização das plantações em áreas até 10 hectares (a maioria esmagadora das explorações florestais nacionais está abaixo deste limiar) está a acentuar a hegemonia do eucalipto e a decadência do pinhal.

·         No espaço de meio século, o eucalipto cresceu de uma área reduzida de 50 mil hectares para 812 mil hectares.

·         Eucaliptos atraem quase 90% dos investimentos privados na floresta

·         O eucalipto é uma árvore crescimento rápido, o que permite uma elevada produtividade, logo um retorno rápido dos investimentos efetuados.

·         O eucalipto é altamente inflamável, em particular a partir dos 6/7 anos de idade. A sua casca incendeia-se muito rapidamente, explode e emite projeções até centenas de metros de distância.

·         A elevada acumulação de biomassa decorrente das folhas de eucalipto no leito da plantação, apresenta uma difícil decomposição pelos microrganismos, aumentando o material disponível para a combustão.

·         Em 2013, Portugal foi responsável, por metade da área ardida em fogos florestais na União Europeia (dados divulgados pela Comissão Europeia).

 Continuemos com factos, agora de proximidade, concelhios, da freguesia de Meia Via:

Aproveitando a publicação de nova legislação, já mencionada, foram plantados 13,41 hectares de eucaliptal. em terreno, localizado parcialmente em Reserva Ecológica Nacional,.com sobreiros.

Embora o ICNF tenha autorizado a plantação do eucaliptal, cabia à autarquia de Torres Novas dar o seu parecer, que não podia nunca ser desperdiçado, sobretudo quando os serviços alertaram para o não cumprimento de alguns dos pressupostos necessários à concretização do projeto, nomeadamente o cumprimento da faixa de proteção e a plantação de eucaliptos, sob a copa de sobreiros existentes. O parecer foi desperdiçado por despacho do Presidente da Câmara, sem sequer ter ouvido a junta de freguesia, criando, deste modo, um problema grave para a população desta freguesia que merece muito mais.

O que vai fazer a Câmara quando aparecerem outros casos semelhantes? Vai consultar as juntas de freguesia como é legítimo? Vai o seu Presidente despachar, novamente, isoladamente? Que sensibilidade ambiental é esta? Que desenvolvimento sustentado é este? Como é que se defendem os direitos das populações?

A floresta portuguesa constitui uma grande riqueza. É inegável a sua importância económica. Temos, por isso, todos a obrigação legal e moral de a preservar, respeitando sempre os interesses das populações.

Teresina Paz

Assembleia Municipal - AMBIENTE - Recomendações BE Torres Novas - O RIO



 

 
Recomendação
O rio Almonda é uma importante mais-valia para todo o concelho de Torres Novas. A identidade deste território está intrinsecamente ligada ao percurso do rio e ao seu contributo para as atividades, industriais, agrícolas e de lazer. O rio Almonda e as comunidades locais constituem um ecossistema vital, em que a água é um recurso primordial que deve ser protegido.
O rio é um fator económico, pode gerar emprego, pode ter aproveitamento turístico, pode ser qualidade de vida. Atualmente o rio encontra-se moribundo, poluído, inacessível, abandonado.
As autarcas e os autarcas do Município, enquanto representantes políticos da população, são diretamente responsáveis pelo território que gerem e devem ser por isso os mais atentos e atuantes face à situação de urgência em que se encontra o rio Almonda.
Não existe uma política ambiental eficaz que defenda o rio e os recursos naturais do concelho. São décadas de abandono. Chega a ser uma grave questão de saúde pública que está a afetar o concelho: água contaminada, fauna e flora destruída, solos contaminados, searas com menor qualidade, atmosfera irrespirável, margens destruídas ou em via disso, todo um conjunto de atividades económicas ligadas ao rio que estão impedidas de serem realizadas.
Esta situação tem de ser solucionada com medidas concretas. O rio Almonda pode vir a ser o motor económico de um novo ciclo para o concelho de Torres Novas.
Neste sentido, o Bloco de Esquerda vem submeter a votação em Assembleia Municipal, uma proposta nos seguintes termos:
. Recomendar à Câmara Municipal de Torres Novas a elaboração de um Plano de Proteção e Preservação do Rio Almonda para, ser incluído no orçamento para 2016, em que constem as seguintes medidas:
a) Implementar uma zona de salvaguarda das margens, assegurando a sua limpeza, manutenção e recuperação;
b) Efetuar campanhas de esclarecimento e sensibilização para a preservação dos recursos hídricos, convocando as populações, as associações agrícolas, associações empresariais e outras entidades públicas e/ou privadas;
c) Proceder à remoção e/ou selagem de todos as condutas que vertam efluentes contaminados nos cursos de água;
d) Manter uma ação de fiscalização permanente em conjunto com as instituições do Ministério do Ambiente e do Ministério da Administração Interna. 
e) Emitir parecer positivo para licenciamento de empresas apenas quando estas respeitarem a lei, nomeadamente serem proprietárias de infraestruturas de pré-tratamento de efluentes.
f) Proceder a um levantamento rigoroso de todas as empresas e instituições que não possuam sistemas de pré-tratamento e enviá-lo às entidades do Ministério do Ambiente.
g) Elaborar um plano em conjunto com o governo que solucione a ausência de estações de pré-tratamento nas empresas e outras instituições, que salvaguarde a continuidade das mesmas e a salvaguarda dos postos de trabalho.
 
Torres Novas, 29 de Outubro de 2015
Os autarcas na Assembleia Municipal do BE
António Gomes Lopes
Teresina Paz
Célia Santos

 


Amarelo e verde - CDTN em Torres Novas


Amarelo e verde

Dia 15 de Outubro o Bloco de Esquerda de Torres Novas reuniu com a equipa que constitui a Comissão Administrativa do Clube Desportivo de Torres Novas. Enquanto isso, vários jovens ocupavam os espaços exteriores e um grupo de atletas, no relvado do estádio, cumpria os requisitos de treino.

Percebe-se a importância que ocupa este equipamento na vida das crianças e jovens do concelho, na influência saudável que a atividade desportiva assegura, promovendo de uma encetada o sentido de pertença e identidade comunitária.

Com histórica tradição na oferta desportiva, o CDTN oferece um leque programático de atividades com profunda repercussão na vida dos mais de cerca de 150 desportistas que treinam diariamente nas instalações do Estádio Municipal.

Começada a conversa, desvela-se um novelo de situações que decorrem de vários anos de gestão (clube) e administração (camarária) ruinosa, deixando o clube a enfrentar profundas dívidas e uma sobrevivência precária. Perante um panorama devastador, a atual Comissão Administrativa do CDTN, presidida por Maria do Céu Ramos, assumiu a gestão do clube, assegurando a oferta da prática desportiva, o pagamento de algumas dívidas herdadas da anterior gestão e a sobrevivência de um clube que dá vida ao Estádio Municipal de Torres Novas.

Com muita “carolice” e preocupação por fazer vingar um clube que tem marcado orgulhosamente gerações de torrejanos e torrejanas, mas que também tem assinalado a história do futebol nacional, o CDTN viu-se ainda despojado de instalações para a sua sede (que ocupava anteriormente a Casa das Lezírias antes da remodelação). Note-se que a sede não foi “devolvida” ao clube que reúne agora numa sala improvisada contígua ao estádio.

É visível o estado degrado das instalações do complexo desportivo do Estádio Municipal, desde as caldeiras, ao edificado, iluminação, campos, balneários, telheiros, infiltrações, etc…

A manutenção do espaço cumpre com necessidades específicas para o cumprimento de treinos e campeonatos, que são regularmente vistoriadas pela Associação de Futebol de Santarém. Sendo interdependente da Câmara Municipal de Torres Novas (proprietária do Estádio Municipal), o CDTN está necessariamente sujeito às intervenções, ou ausência delas, da gestão do Município. Soubemos da necessidade do complexo desportivo ter um campo de relva sintética para o campeonato dos mais pequeninos “futebol 7”, assim como os 3 escalões de futebol 11 mais jovem, sendo que as alternativas apontadas quer da Meia-Via, Casais Castelos ou Lapas, também foram chumbadas para o efeito, por iguais motivos de falta de condições. Algumas soluções são resolvidas pelo próprio Clube fora do seu âmbito de atuação, para assegurar as atividades desportivas, nomeadamente a aquisição de tintas para marcação de campos, mas muitas são as soluções resilientes que este coletivo enfrenta. Em iguais circunstâncias de precaridade, encontra-se o grupo desportivo das Lapas que não dispõe de balneários.

O complexo desportivo do Estádio Municipal, responde ainda às atividades do Agrupamento de Escolas de Maria Lamas do Clube Desportivo da Zona Alta e ainda do Núcleo Sportinguista, estando o CDTN numa posição privilegiada para verificar e diagnosticar necessidades e assegurar a melhor solução para a manutenção das instalações. Porém, tem-se verificado, por parte do Município, uma incapacidade para assumir diálogo e responsabilidades, atuando por vezes, de forma desapropriada, agindo às cegas e depois tendo que destruir e reformular porque não foi bem feito às primeiras, o resultando em desperdício de tempo, meios, recursos e vontades. Aumenta a perplexidade quando a Comissão Administrativa do CDTN refere a falta do convite para colaborar na 1.ª MOSTRA DO ASSOCIATIVISMO TORREJANO, (que decorreu nos passados dias de 11, 12 e 13 de setembro, na Praça do Peixe), contrariando a informação divulgada.

A verdade é que estamos perante uma demonstração de profundo desleixo do Município pela manutenção dos complexos desportivos do Concelho, mas percebemos que muitas soluções poderiam surgir, passo a passo, se houvesse um diálogo e colaboração consequente, entre o Município e a Comissão Administrativa do CDTN, assumindo a oportunidade que nos oferece a História, a vontade inabalável de sócios, atletas, equipa administrativa e amigos do Futebol e Desporto Torrejano. Pelo contrário, o que verificámos foi um autismo muito sério e grave, perante a realidade desportiva assegurada pelo Clube, com óbvio impacto na vida desportiva do Concelho e de toda a população que usufrui destes equipamentos.
Graça Martins


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Crónica de António Gomes: As 4 faixas


As 4 faixas
 

É sabido que a Av. João Paulo II, (estrada entre as duas rotundas na entrada da cidade junto à A23) necessita urgentemente de obras. O seu pavimento encontra-se, em boa parte, em estado considerado mau, o trânsito é muito e este troço é a entrada principal da cidade.

Obras precisam-se.

O Partido Socialista fez aprovar obras para aquele troço de 500m. 500m de avenida com 4 faixas, nem mais nem menos. Meio milhão de euros!

Numa altura de vacas magras, de dificuldades financeiras várias, de dívidas de quase 30 milhões de euros à banca e principalmente de compromissos assumidos que nunca se cumprem em matéria de rodovia, não dá para entender.

Há vários anos que o PS anda a prometer a reconstrução/pavimentação das estradas e ruas na freguesia de Chancelaria, Pena e Casal da Pena/Rexaldia/Pafarrão, que se encontram num estado miserável, a ultima das promessas foi em junho e eu ouvi, era na semana seguinte.

Há vários anos que existe a promessa do arranjo do largo de Casais de igreja e da estrada de Assentis a Beselga, na freguesia de Assentis.

Há vários anos que existe a promessa de intervenção na zona industrial de Riachos, ou o arranjo da estrada de Riachos a Boquilobo, que se encontra intransitável.

Há vários anos que vamos vendo a degradação acentuada da estrada nacional 3 – Nicho de Riachos/Botequim, principal canal de ligação ao vizinho Entroncamento.

Há vários anos que assistimos ao estado miserável da calçada António Nunes e à falta de respeito para com os seus moradores.

Há vários anos que se esperam obras de pavimentação em Pé de Cão, Brogueira, Vale da Serra, Liteiros, etc., etc.

Há muitos anos que vamos assistindo à degradação e ao abandono total do nosso rio.

Mas agora vamos ter 4 faixas, são as 4 faixas que se sobrepõem a todas as ruas e largos das freguesias rurais.

São opções. E o PS optou por esquecer as pessoas que vivem fora da sede de concelho e que necessitam de se deslocar para a sede do concelho, ou outro local qualquer, pois é lá que se encontram as instituições ou os empregos de que as pessoas necessitam.

A Av. João Paulo II necessita de obras, mas as 4 faixas poderiam ficar para um tempo de maior folga orçamental e acudir àqueles que todos os dias têm de destruir um pouco mais os seus veículos.


António Gomes

 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Assuntos colocados pela Vereadora do Bloco de Esquerda, Helena Pinto no PAOD – Período Antes da Ordem do Dia (parte 6 de 6)


12 – Orçamento Participativo – o BE congratula-se com o número de propostas apresentadas (79), abrangendo todas as freguesias, conforme a informação dada pelo Senhor Presidente. Sublinho que no contexto de ser a primeira edição do Orçamento Participativo e de a apresentação de propostas ter decorrido no mês de Agosto, o nível de participação é bastante satisfatório. Na avaliação desta edição e na programação da edição do próximo ano deverá ser levado em linha de conta que o mês de Agosto não é o ideal para a apresentação de propostas.
Torres Novas, 1 de Setembro de 2015
A Vereadora do BE
Helena Pinto

(img: Site da CMTN)