quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Concurso público para os TUT - por Teresina Paz
Concurso
público para os TUT
Bloco de
Esquerda de Torres Novas preocupado com o ambiente, preocupado com o Planeta,
recomenda à Câmara Municipal que adote politicas de transporte amigas do
ambiente, nomeadamente a utilização de combustíveis alternativos.
Relativamente a este ponto, da OT, o BE
gostaria de salientar o seu agrado pela inclusão de algumas das suas propostas,
no presente (contrato) caderno de encargos nomeadamente a cláusula que se
prende com o ajustamento de horários e percursos, sempre que necessário, numa
variação de 3%, sem encargos para o município, que estamos certos servirá
melhor as necessidades das diferentes populações.
Não podemos, no entanto, deixar de lamentar o
facto de se ter esperado pelo final do presente contrato, efetuando o
lançamento tardio deste concurso que criará um vazio e obrigará à celebração de
contrato por ajuste direto neste período.
Ainda relativamente ao tema Transportes
Públicos, o BE gostaria de salientar que a transição para uma política dos
transportes mais sustentável, ainda que menorizada, por muitos, é um aspeto
fundamental, sendo a utilização de combustíveis alternativos, nos transportes
urbanos, crucial na obtenção de uma cidade mais limpa e mais ecológica.
Assim, o BE apresenta a seguinte recomendação:
Sendo o Município de Torres Novas já
reconhecido pelo seu trabalho em prole do ambiente, nomeadamente pela
atribuição do Galardão Bandeira Verde às Escolas do Agrupamento, havendo normas
legislativas nacionais como o Decreto -Lei n.º 90/2014 e o Despacho n.º
8809/2015 que estabelecem como objetivos o aumento da eficácia e eficiência do
sistema de transportes nacional, com vista a alcançar as metas propostas em
termos de redução de CO2 e consequente redução dos impactos negativos nas
alterações climáticas e Redução da dependência energética externa de
Portugal no que respeita à importação de combustíveis fósseis entre outros e
havendo vários Municípios já a implementar a mobilidade elétrica, o Bloco de
Esquerda recomenda que se:
·
Estabeleçam intercâmbios com outras cidades sobre procedimentos cuja
eficácia tenha já sido comprovada
·
Efetue campanha de sensibilização de forma a produzir uma mudança
no comportamento dos consumidores, estimulando a utilização de veículos movidos
a combustíveis alternativos e coletivos
·
Proceda a alterações, faseadas, nos veículos dos TUT, tendo como meta a
reconversão total dos veículos no final do contrato
Teresina Paz
sábado, 9 de janeiro de 2016
Intervenção de António Gomes na AM - Orçamento 2016, grandes opções do plano
Orçamento 2016, grandes
opções do plano
O orçamento 2016, o plano de
atividades, a atividade geral da CM são totalmente condicionados pela
indemnização à “Construtora do Lena”, quase 1 700 000 euros.
6.7% do orçamento, sem
contar com os encargos decorrentes do novo empréstimo de 600 000 euros
previsto, uma verba superior ao
orçamento da educação e 3 vezes o orçamentado para melhorar as acessibilidades.
Foi a opção do PS.
Não tinha de ser assim, o
pré-acordo que previa o pagamento em 10 anos foi ultrapassado sem que tivesse
havido até agora qualquer justificação, o que se lamenta.
As consequências de tal
opção estão bem presentes ou talvez ausentes deste orçamento vejamos:
A estrada EN3 shopping Entroncamento,
deslizou para 2017/18
A rua da Várzea para 2017/8
A rua do Radar para 2017/8
A pavimentação em Moreiras Grandes
para 2017/8
A estrada Fungalvaz-Alburitel
para 2019
A Av. João Paulo II, a tal
do 500 000 euros, já adjudicada passou para 2017, sem qualquer justificação por
parte do presidente.
O acesso ao centro escolar
de Olaia para 2018/9
A estrada Lamarosa-Pé de Cão
foi-se
A estrada na Charneca de
Alcorochel para 2018
A estrada Beselga-Fungalvaz
para 2019
A estrada Caveira- Riachos
para 2018
A pavimentação em Vale da Serra,
Casal da Pena, Pena, Pafarrão, etc , tem 200 000 euros no “não definido” e mais
300 000 euros após 2020, será que ainda vão ter mais adiamentos?
Os arranjos no largo de
Casais de Igreja tem uma verba de 20 000 euros, o que é que se está a pensar
fazer com esta verba?
A limpeza da Vala das Cordas
prevê-se para 2018.
Etc. etc... O PS tem esta
opção, os munícipes pagam a fatura.
Para o PS é sempre melhor
estar de bem com os poderosos, e assim como assim, sempre há umas obras que
caem em ano eleitoral, dá sempre jeito.
Este orçamento também deve
ser assinalado pelo deslizamento da obra do Convento do Carmo, que agora já não
é para a sede do município, com a perda para o município de 1 000 000 de euros,
mas o presidente diz sempre que faz o seu melhor.
Incluído neste orçamento vem
o PEDU. Ora este é o documento orientador para a captação de verbas do quadro
europeu 2020, um documento muito importante, estratégico, mas como parece que
foi elaborado pelo “fazedor de planos a pedido” - Augusto Mateus, não houve necessidade de
debate na CM , na AM , na comunidade torrejana, estes planos são só para os
entendidos, mas o presidente diz sempre que faz o seu melhor.
Por último queria apenas
dizer que o BE entregou propostas, ideias para solucionar os problemas do
município e dos torrejanos e torrejanas, como sempre fazemos.
Consideramos que há outro
caminho.
Dando prioridade à reparação
das estradas que se encontram num estado miserável, situadas nas freguesias
rurais.
Dando especial atenção ao
rio Almonda.
Dando enfase à reabilitação
urbana, não só nas ARU, mas em todo o concelho, com a proposta de redução das
taxas urbanísticas.
Dando particular atenção ao
associativismo.
Propostas concretas para a regeneração
e reabilitação radical da casa do povo de Riachos, para o problema do largo de
Casais de Igreja, que não ata nem desata, só para dar alguns exemplos.
Várias foram as propostas
que fizemos, vamos continuar a bater-nos por elas, porque é ao povo que devemos
respostas, a construtora do Lena não foi a votos.
António Gomes
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
PAOD – Assuntos colocados pela Vereadora do BE, Helena Pinto, 25 Novembro 2015
Reunião
de Câmara Municipal ordinária privada
PAOD – Assuntos colocados pela Vereadora do
BE, Helena Pinto
1 – Gostaria de saber se correu tudo bem na
obra da estrada no Pafarrão, junto à rua do Fojo, que decorreu na semana
passada e se o início das obras de pavimentação na Pena e Casal da Pena na passada
2.ª feira também decorreram dentro da normalidade? Insisto nesta matéria porque
considero fundamental que se cumpram os compromissos assumidos e não continuar
nesta situação em que as obras começam sempre na semana seguinte, mas nunca
mais se concretizam.
2 – No mesmo sentido pergunto em que situação
se encontra o concurso para as obras em Pé de Cão? Pela resposta do Senhor
Presidente verifico que o valor do concurso baixou significativamente e que a
abertura do concurso será debatida na próxima reunião. Estive em Pé de Cão e
verifiquei que alguns “buracos” foram tapados, embora tenham ficado de fora
situações que também mereciam uma solução intermédia. Afinal o BE tinha razão
quando propôs uma situação intermédia que minorasse os efeitos do inverno.
3 – Porque é que o passeio na rua da Fábrica
junto ao Muro da Rodoviária ainda não foi arranjado? A construção do muro
previa o alargamento da via, nomeadamente para que existisse um passeio para as
pessoas circularem. O muro está feito e o passeio intransitável.
4 – No passado fim-de-semana esteve um circo
na cidade que trazia animais, incluindo um animal selvagem. Pelo que constatei
o animal selvagem não estava acomodado em condições. Pergunto se a Veterinária
acompanhou as condições dos animais neste circo? O Município tem que começar a
ser criterioso no que respeita a circos que têm animais, correspondendo às boas
práticas no que diz respeito ao bem-estar animal.
5 – Quanto ao Orçamento Participativo
verificou-se um adiamento do final da votação, devido a dificuldades de votação
por via eletrónica. Não ponho em causa este adiamento, mas considero que
deveria ter sido divulgado publicamente e não só a quem tentou votar por via eletrónica
e não conseguiu. A data limite da votação era conhecida e estranhou-se,
naturalmente, que os resultados não fossem conhecidos de imediato. Volto a
solicitar a listagem das propostas que não foram consideradas com os motivos
que levaram a essa decisão, de modo a garantir a total transparência deste
processo.
6 – Programação do Teatro Virgínia: torno a
colocar esta questão pois a programação completa da próxima temporada do
Virgínia continua sem ser do conhecimento da Vereação e alerto para os efeitos
negativos da sua divulgação tardia junto do público.
7 – Rio Almonda – está na altura de fazer um
ponto de situação sobre as medidas que têm vindo a ser tomadas em relação à
despoluição do Almonda e à fiscalização das fontes de poluição. Deve ser
apresentado um Relatório circunstanciado à Câmara Municipal sobre as decisões
das reuniões que têm existido com as entidades envolvidas e a monitorização das
mesmas, incluindo fiscalizações realizadas e contra-ordenações emitidas.
8 – Sessão Solene da Câmara Municipal para
assinalar os 30 anos da passagem a cidade de Torres Novas – Pergunto ao Senhor
Presidente qual o formato que esta sessão vai ter? O BE considera e propõe que
os partidos políticos devem ter uma intervenção nesta sessão.
A Vereadora do BE
Helena Pinto
PAOD – assuntos colocados pela Vereadora Helena Pinto, 16 de Novembro de 2015 -

Reunião
de Câmara Municipal ordinária pública
16
de Novembro de 2015
PAOD – assuntos colocados pela Vereadora
Helena Pinto
Quero associar-me ao voto de solidariedade com
as vítimas do atentado terrorista em Paris, apresentado pelo Senhor Presidente.
São tempos difíceis e dolorosos que atravessamos, onde a solidariedade deve
prevalecer e se deve fazer tudo, estejamos onde estivermos, para que o Medo não
vença e a liberdade seja defendida.
Uma saudação ao Senhor Presidente da Junta de
Freguesia de Chancelaria e a todos os autarcas e os meus agradecimentos pela
forma como nos receberam. Através de vós saúdo a população da Chancelaria.
Saúdo igualmente o Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Pedrógão pela sua
presença nesta reunião. Quando os vizinhos se juntam é sempre um bom sinal.
Quero também sublinhar a importância da visita
que realizámos durante a manhã, que nos permitiu ficar a conhecer melhor a
freguesia, as empresas, as instituições e as pessoas que lá trabalham todos os
dias.
Nesta reunião, descentralizada, na freguesia
de Chancelaria quero colocar o problema da pavimentação das vias, aliás aqui já
referido pelo Senhor Presidente da Junta, nomeadamente as vias na Pena/Casal da
Pena/Rexaldia. Sabemos que a população espera, há largos anos, por estas obras.
Têm sido promessas sempre adiadas, inclusive neste mandato. Desde Dezembro de
2013, que sucessivamente nas informações do Presidente à Assembleia Municipal,
no título “obras a iniciar brevemente” lá consta: “Pavimentação da Pena, Casal
da Pena, Rexaldia e Charruada”. Mas não tem passado disso, promessas escritas
num papel.
Hoje exigem-se compromissos, por isso solicito
ao Senhor Presidente que confirme as datas para o início destas obras, que
acabou de anunciar – As obras em Pena e Casal da Pena, já adjudicadas a uma
empresa, começam na próxima 2.ª feira (23 de Novembro de 2015)? Quanto à obra
urgente na estrada do Pafarrão (próximo da rua do Fojo) que o Senhor Presidente
da Junta apresentou, confirma que será realizada ainda esta semana?
Para o BE esta é uma questão fundamental.
Desde 2013 (para falar só neste mandato) que se diz às populações que as obras
estão para começar, mas o que é um facto, é que nunca mais começam. A nossa
preocupação aumenta sobre esta matéria quando verificamos que em sede de
Orçamento Municipal para 2016, a verba para estas e outras pavimentações, no
valor de 270 mil euros passou para a coluna do “financiamento não definido”.
Quanto à questão da obra na Chancelaria ser
feita ao mesmo tempo que é feita a obra em Vale da Serra, ou seja “a meias”,
apresentamos as nossas maiores reservas e questionamos se será este o melhor
método de trabalho, ou pelo contrário, se vai atrasar as duas obras.
Quero ainda sublinhar a importância do
investimento da Águas do Ribatejo nesta freguesia no que diz respeito ao
abastecimento de água e saneamento básico. A Câmara Municipal deve acompanhar
de perto este processo.
Sobre as potencialidades dos Moinhos da Pena e
a necessidade de se concretizar um projeto que permita tirar partido dessas
potencialidades, verifico que existe empenho por parte da Junta de Freguesia. A
Câmara Municipal deve colaborar e o primeiro passo deverá ser a reabilitação do
Moinho que é propriedade do Município.
Ainda duas questões que quero relembrar:
- Concurso para Pé de Cão – qual a sua
situação?
- Orçamento Participativo – relembrar o Senhor
Presidente que continua em falta o relatório sobre as propostas que não foram
admitidas e quais os motivos que levaram a essa decisão.
A Vereadora do BE
Helena Pinto
Orçamento de Verdade ou Orçamento “Não definido”?
Orçamento de Verdade ou Orçamento “Não definido”?
Na análise ao Orçamento Municipal para 2016 uma
primeira grande questão se coloca: no Plano Plurianual de Investimento
verifica-se que existem verbas inscritas na coluna “Financiamento definido” e
verbas inscritas na coluna “Financiamento não definido”.
Consultada a “Lei
60-A/2005, de 30 de dezembro, - Aprova o Plano Oficial de Contabilidade das
Autarquias Locais (POCAL), definindo-se os princípios orçamentais e
contabilísticos e os de controlo interno, as regras previsionais, os critérios
de valorimetria, o balanço, a demonstração de resultados, bem assim os
documentos previsionais e os de prestação de contas, com as sucessivas revisões”,
verificamos que a mesma estipula o seguinte:
“7.1 -
Nota ao plano plurianual de investimentos
O plano plurianual de investimentos, para cada projeto ou ação prevista, faculta informação designadamente sobre:
O plano plurianual de investimentos, para cada projeto ou ação prevista, faculta informação designadamente sobre:
«Código»
com identificação da classificação económica devidamente desagregada;” está
conforme a lei.
“«Forma de realização» de cada projeto ou ação;” não consta na proposta apresentada – Porquê? (permite saber se é por administração direta ou empreitada)
“«Fonte de
financiamento»
de cada projeto ou ação a executar com financiamento externo à própria
autarquia local;” não consta na proposta apresentada.
Significa que não há obras em 2016 com financiamento comunitário? Por exemplo a
verba para o Convento do Carmo está contemplada no financiamento definido –
1.013.815 e financiamento não definido 222.700…
“«Datas»
de início e fim dos projetos e ações;” está
contemplada.
“«Financiamento definido»” para o respetivo ano, que corresponde aos montantes inscritos no orçamento; está contemplada.
“«Financiamento não definido»” a inscrever de acordo com financiamento externo em negociação.
E citando um acórdão do Tribunal
de Contas, em que esta questão é clarificada:
Finalmente, o
nº 7.1. do POCAL define a informação a facultar pelo PPI, designadamente a
fonte de financiamento de cada projeto ou ação a executar com financiamento
externo à própria autarquia local, esclarecendo, em nota à coluna
“Financiamento não definido”, que ali se deve considerar o montante das
despesas dos projetos ou ações cujo financiamento se encontra em negociação.
"
Ficam as perguntas:
Que financiamento externo está neste momento a
ser negociado? Como a coluna da fonte de financiamento está em branco, não
podemos deduzir que tipo de investimento é:
AC – Administração Central; AA – Administração
Autárquica; FC – Fundos Comunitários
No PPI a coluna do financiamento não definido
soma 10.759.516 euros.
Destes, sabemos que apenas 503.730 têm lá
lugar, pois são as verbas previstas para 2016 dos projetos do PEDU (candidatura
apresentada a apoios comunitários no âmbito do Portugal 2020,que não foi
submetida a aprovação na Câmara Muncipal).
Pergunto que tipo de financiamento externo
está a ser negociado para a verba do “não definido”? Ter este valor, partindo
do princípio que a Lei é clara e fala em “financiamento externo em negociação”.
Mas falemos do “saldo de gerência”: a lei não
diz que o saldo de gerência pode ser integrado na coluna do “não definido”.
Fala sempre em financiamento externo em negociação.
Portanto, permanece a dupla dúvida: é correto
fazer desde já contas com o saldo de gerência e incluir no “não definido”, não
fazendo referência às fontes de financiamento?
Vejamos os orçamentos anteriores:
PPI 2014 – Não definido – 0
Definido – 6 milhões
PPI 2015 – Não definido – 6 milhões
Definido – 10 milhões
PPI
2016 – Não definido – 10.759.516
Definido – 3. 527.499
Ou
seja, inverteu-se a situação – o “Não definido” passa a ser superior ao
“definido”.
Hoje, já sabemos, que existe uma previsão de
um saldo de gerência de cerca de 3 milhões de euros (à semelhança do ano
passado).
Também sabemos que esse saldo existe porque
não foram feitas as obras.
Mas, mesmo admitindo a medida criativa de
colocar no “não definido” a previsível verba do saldo de gerência, como se
justifica a diferença dos montantes?
No PPI temos 10.759.516 – de investimento não
definido
Sabemos/deduzimos que 503.730 são do PEDU
Sabemos que 3.000.000 são do previsível saldo
de gerência
Sabemos que o Presidente já falou num
empréstimo de 600.000
Totaliza: 4.103.730
Como se justifica a diferença: 6.655.738 euros
Conclusão:
Pode haver tanta verba no “não definido” sem saber a sua
origem?
Estão a contar com o saldo de gerência?
Onde vão buscar a diferença que ainda resta?
Sobre o Convento do Carmo
Na página 93 do
Orçamento, no capítulo “Relatório de Apresentação e Fundamentação da Política
Orçamental”, afirma-se o seguinte:
“No referente à empreitada da obra “Recuperação
do Convento do Carmo”, constata-se o deslizamento da sua execução para o
ano de 2016 (cerca de 1.000.000 euros de investimento por realizar).
De forma a manter a sustentabilidade financeira deste
projeto, foi complementarmente efetuada uma candidatura ao Portugal 20-20
(FEDER) no âmbito do PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano
municipal, que integra o Convento, permitindo por esta via sustentar a sua
comparticipação financeira do projeto.
Pese embora não existir ainda a decisão formal sobre
esta candidatura, a mesma foi acompanhada pela autoridade de gestão da Mais
Centro, razão que justifica a consideração em sede orçamental da verba por esta
via financiada.”
O que é que isto significa?
Perdemos o dinheiro do QREN e agora, esperamos que a obra
seja financiada pelo 2020?
Se assim for, é preciso dizer que o PS é responsável por
desperdiçar 1 milhão de euros. Recordemos o concurso para a segunda fase da
obra, feito de forma a que a Construtora LENA ganhasse e que acabou, e bem,
chumbado pelo Tribunal de Contas e fez com que a execução da obra fosse deslizando, para usar a vosso
vocabulário do PS
1 milhão de euros no 2020 para o Convento do Carmo,
significa 1 milhão de euros a menos para outros projetos.
No entanto, no Orçamento está 1 milhão para o Convento do
Carmo na coluna do “definido”. Como assim, se o financiamento não está
garantido, como se afirma no texto?
A somar a isto tudo ainda teremos a indemnização da
Construtora LENA, no que respeita ao Convento do Carmo, ainda não resolvida!
Mas falemos agora das obras em concreto,
que o Senhor Presidente anuncia sempre que estão prestes a começar:
Entre outras:
Calçada António Nunes – 75.000 não definido
Pé de Cão – 220.000 definido + 450.000 não
definido
Arranjos exteriores em Casais de Igreja –
50.000 não definido
Pavimentação em Vale da Serra/Rexaldia, Pena e
Casal da Pena – 270.000 não definido
Betuminoso para outras obras – 77.500 não
definido
São ou não são para fazer? Como é que o
Presidente garante que sim?
Na reunião com o Senhor Presidente, faz hoje oito dias, ao abrigo do
Estatuto da Oposição, foi-nos entregue um Mapa, onde consta a verba de 270.000
para as pavimentações na coluna do “Definido”, agora na versão final do
Orçamento passou para o “Não definido”. Como e porquê?
Outro exemplo é a aquisição de equipamentos e
de material de transporte – 137.500 que na versão que o Presidente entregou à
oposição estava no “Definido” e agora passou para o “Não definido”. Esta verba
destinava-se a adquirir 1 limpa-sebes; 1 dumper e um camião em 2.ª mão,
equipamento em falta no Município.
Desafio o Senhor Presidente a assumir um compromisso, por
escrito, sobre as obras que vão ser feitas, com a respetiva calendarização e
informação sobre se são por administração direta ou empreitada, a apresentar na
Assembleia Municipal. Porque não podemos nem confinar
nas informações fornecidas regularmente à Assembleia Municipal, nem sequer
naquilo que está inscrito no Orçamento para 2016, pois passou tudo para
“financiamento não definido”.
Compromisso mesmo,
não a declaração de intenções que expressou na sua declaração de voto, quando
da revisão orçamental.
Conclusão: as obras não foram feitas e vão ser
sacrificadas pelo pagamento da indemnização à Construtora LENA, no processo
Almonda Parque.
E já agora, sobre o que o Senhor Presidente anunciou
ontem na AM é preciso dizer que na Rubrica “preservar o meio ambiente” no
financiamento definido apenas consta 13.530 euros e no não definido 363.415.
Quanto à eficiência energética nas Piscinas Municipais a
mesma situação 194.500 no “não definido”, sem referência a que tipo de
financiamento é. E no PEDU não consta nada!
Conclusões:
- O Orçamento deste
ano discutido o ano passado, assim como a revisão orçamental, foram
distribuídos à Vereação com dois dias de antecedência. Repetiu-se agora a mesma
situação. Ora o nosso regimento diz que a documentação para as reuniões de
Câmara é disponibilizada com a antecedência de 5 dias. Por maioria de razão,
quando se trata do Orçamento os documentos deveriam chegar a tempo de uma
análise cuidada. Não é o caso. Espero, sinceramente, que esta situação não se
torne a repetir.
- Coluna do “não
definido” – cumpre a Lei ou não cumpre?
- O PPI está
incompleto – falta a “forma de realização” e a “fonte de financiamento”
O Orçamento deve
ser transparente e refletir exatamente o que se vai fazer.
Os altíssimos valores do “não definido”, não significam compromisso, mas permitem dizer que
as obras estão previstas – o que é um artifício e pura demagogia.
Falemos agora dos conteúdos políticos e das
opções estratégicas do Orçamento:
Ficámos a saber que existe uma candidatura a fundos
comunitários do Portugal 2020 que não foi sujeita ao escrutínio da Vereação e
as ações previstas não foram objeto de decisão camarária. Se, agora a Câmara
chumbasse ou alterasse o Orçamento (onde essas medidas estão consagradas) como
seria?
Acompanhamos algumas medidas, mas temos muito
a criticar ao seu enquadramento e questionamos algumas das propostas e outras
nem sequer nos podemos pronunciar de tão generalistas que são.
Quanto ao capítulo do “Enquadramento”,
queremos deixar claro que não alinhamos com a narrativa sobre o branqueamento
da dívida contraída pelo Município – “investimentos sucessivamente
realizados…obrigaram à assunção de dívida”, esquecendo as más opções e a má
gestão. Assim como a dívida não “foi enquadrada numa operação de saneamento
financeiro”. A dívida obrigou a uma operação de saneamento financeiro, à
contração de mias empréstimos (PAEL) e a medidas de contração e de limitação da
autonomia da Câmara Municipal.
Continuamos a afirmar que o Mapa estratégico
está mal elaborado, devendo as prioridades decorrer dos desafios e dos
objetivos e devem fazê-lo com coerência, o que também deve ser depois espelhado
no Orçamento.
As prioridades: empreendedorismo, qualidade de
vida, atratividade do território, solidariedade, enfoque no cidadão e prestar
um melhor serviço, concretizam-se em ações cuja alcance não se entende e,
repito, não são espelhadas no Orçamento.
Veja-se o exemplo: Melhorar a rede de
transportes públicos é a primeira medida do objetivo 2 (município com qualidade
de vida) está a 0 no Orçamento.
Criação da “porta norte” do concelho – porque
se mantém este objetivo que carece, no mínimo de uma explicação coerente sobre
a sua relação com a “perspetiva município empreendedor”, anunciada no mapa
estratégico?
Objetivos como recuperação dos rendimentos dos
munícipes (e sim tem a ver com a Câmara no que diz respeito aos impostos), nada
se diz.
Desburocratização e prevenção da corrupção
também não.
E a preservação do meio ambiente, surge de
forma tímida e sem o enfoque necessário no Rio Almonda (o que contradiz parte
da argumentação de sustentação do PEDU) e no combate aos focos de poluição.
E para finalizar sobre o “Mapa estratégico”,
por favor, retire-se a referência a “clientes”. Não somos uma empresa!!
Sobre as verbas para pavimentações e
repavimentações, para além das dúvidas que já coloquei no início, continua a
não existir uma lista completa e a sua priorização. Se assim continuarmos o
parágrafo transita de orçamento para orçamento sem nenhuma consequência.
Sobre as novas instalações para as oficinas e
armazém a instalar na zona industrial, afirma-se que “durante o ano de 2016 e
seguinte” progressivamente serão reinstalados os respetivos serviços. No
Orçamento a rubrica está a zero, nem definido, nem indefinido.
Faz-se referência à Festa da Benção do Gado,
mas a verba é repartida entre o definido e o indefenido.
Estamos a discutir um Regulamento de Apoio às
Freguesias, mas não encontro nenhuma verba para o concretizar.
Aquisição de equipamento e de viaturas – não
se encontra verba, nem definida, nem não definida.
Resumindo:
Como
caracterizar este Orçamento?
Retiradas
as verbas para os serviços essenciais:
Pessoal
– onde convém contemplar a verba para a reposição total dos cortes nos salários
em 2016
Educação,
Resíduos, TUT, Orçamento Participativo, Freguesias (a delegação de
competências), Cultura e Desporto e verbas que apenas permitem a sua
manutenção, pois não há espaço para melhorias.
E acrescentando:
O
serviço da dívida, o pagamento ao FAM e a indemnização à Construtora LENA
O que
fica?
Vejamos
alguns valores em percentagem que dão uma ideia do peso de cada área no
Orçamento:
Pessoal
– 32%
Serviço
da dívida – 14,7%
Convento
do Carmo – 4%
Indemnização
LENA – 6,69%
Educação
– 6,17%
Resíduos
– 7,45%
TUT – 1%
Orçamento
participativo – 0,80%
Freguesias
– 0,75%
Cultura
– 1,5%
Desporto
– 1%
Promover
a coesão social – 0,1%
Provisões
Processos em Tribunal (só o previsto para 2016) – 3,48%
Melhorar
acessibilidades (Definido) – 2,5%
Por
último, lamento que as Grandes Opções do Plano não façam nenhuma referência ao
acolhimento dos Refugiados.
Registo
o que é dito sobre a Resitejo e a necessidade de discutir o tema.
Lamento
que a proposta apresentada pelo BE sobre as Taxas Municipais não tenha sido
incluída – Redução em 30% das taxas municipais de urbanização para as obras de
reabilitação e recuperação de imóveis que se situem fora das Áreas de
Reabilitação Urbana, visando criar, por um lado um incentivo à reabilitação de
prédios degradados e, por outro, criar um “mecanismo de compensação” para as
zonas fora das ARU, promovendo também receitas para a Câmara Municipal.
O voto
do BE só pode ser um voto contra, um Orçamento que não é transparente e não
garante que no próximo ano sejam realizadas as obras que os/as munícipes
esperam e que o desenvolvimento do concelho exigia.
Torres Novas, 30 de Outubro 2015
Helena Pinto
Vereadora do BE
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